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Ministério da Saúde - MS
Secretaria de Atenção Primária à Saúde- SAPS

 

Ministério da Saúde lança publicação para cuidados de gestantes com diabetes mellitus

Data de publicação: 16/12/2021


Documento propõe organização dos serviços de saúde e recomendações para o cuidado integral e resolutivo de pacientes com diabetes gestacional no SUS


Da esquerda para a direita - Presidente da Febrasgo, Agnaldo Lopes Filho; secretário de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Raphael Câmara; diretor do departamento de Ações Programáticas e Estratégicas do Ministério da Saúde, Antônio Braga Neto. Foto: Tatiany Volker

Para qualificar e aprimorar o cuidado integral e a assistência às gestantes com hiperglicemia no País, o Ministério da Saúde lançou, nesta terça-feira (14/12), em Brasília, em parceria com a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), o livro Cuidados Obstétricos em Diabetes Mellitus Gestacional no Brasil. 

A publicação é voltada a gestores e profissionais de saúde e descreve a organização e a hierarquização da assistência obstétrica nos serviços da Atenção Primária à Saúde (APS) e demais pontos de cuidado na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). 

“Reunimos as melhores evidências científicas neste livro, de acordo com as diversas condições técnicas e financeiras das regiões do País, de modo a proporcionarmos maior qualidade e integralidade no cuidado das gestantes com diabetes no País”, destacou o secretário de Atenção Primária à Saúde, Raphael Câmara. 

Para o diretor do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas do Ministério da Saúde, Antônio Braga Neto, a ideia é otimizar os serviços de saúde, favorecendo suas potencialidades e minimizando eventuais fragilidades da rede, de forma a garantir os cuidados adequados às necessidades de cada gestante. "Esperamos garantir, de forma pública, gratuita e universal, como preconiza nosso sistema de saúde, a melhor assistência obstétrica e a segurança para nossas gestantes e para o fruto de seus ventres, as novas gerações de nossa Pátria Amada Brasil”, afirmou. 

Lopes Filho destaca pontos da publicação (à esquerda) - Foto: Tatiany Volker

O documento é o terceiro da série que aborda a temática de diagnóstico, tratamento e cuidados obstétricos do diabetes mellitus gestacional (DMG) no Brasil e que, de acordo com o presidente da Febrasgo, Agnaldo Lopes Filho, “apresenta recomendações elaboradas e validadas por consenso de profissionais especializados na assistência à saúde da mulher”, validou. 

O próximo desafio do grupo, segundo o presidente da SBD, Domingos Augusto Malerbi, é enfrentar o cenário dos “cuidados pós-parto” em mulheres com DMG. “Nossa perspectiva agora é manter os esforços do grupo e dar continuidade a esse trabalho de consenso entre especialistas para a elaboração de recomendações e respectivas estratégias para adesão aos cuidados pós-parto da mulher com DMG no Brasil”, apontou.

Homenagens

Durante o evento, foi realizado homenagem às médicas ginecologistas Dra. Iracema de Mattos Paranhos Calderon e a Dra.  Marilza Vieira Cunha Rudg, profissionais da saúde que dedicaram suas vidas aos cuidados das mulheres gestantes com diabetes no País.

Confira mais fotos do evento aqui. 

Diabetes mellitus

O diabetes mellitus (DM) é uma síndrome metabólica de origem múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina exercer adequadamente seus efeitos. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas e é responsável pela manutenção do metabolismo da glicose. A falta desse hormônio provoca déficit na metabolização da glicose e, consequentemente, diabetes. Caracteriza-se por altas taxas de açúcar no sangue (hiperglicemia) de forma permanente.

Desenvolvida durante a gravidez, o diabetes mellitus gestacional (DGM) pode acarretar riscos à saúde da gestante e do feto, em curto, médio e longo prazos, o que torna o cuidado e tratamento dessa síndrome metabólica uma prioridade nos cuidados em saúde. A atenção pré-natal diligente, promovendo microambiente uterino saudável para o desenvolvimento do feto, poderá reduzir, inclusive, doenças prevalentes na vida adulta, como hipertensão e diabetes mellitus.
 


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