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Ministério da Saúde - MS
Secretaria de Atenção à Saúde - SAS
Departamento de Atenção Básica - DAB

 

Alerta sobre uso de máscara e protetores faciais em crianças de até 2 anos

Data de publicação: 28/10/2020


Ministério da Saúde traz recomendações sobre os riscos em utilizar equipamentos de proteção individual em bebês e crianças


Diante da emergência de saúde pública mundial causada pela Covid-19, muitas medidas de precaução vêm sendo tomadas. No entanto, algumas condutas precisam de atenção especial, entre elas, o uso indevido de máscaras e protetores faciais em bebês recém-nascidos e crianças até dois anos. A recomendação é que o uso de máscaras seja feito por crianças acima de dois anos e com prudência até os cinco anos, principalmente quando estiverem realizando atividades que exijam esforço físico. 

Nos primeiros anos de vida, é preciso ter cautela na utilização destes equipamentos de proteção individual. Isso porque, para bebês e crianças, o uso inapropriado de barreiras faciais, oferece risco de asfixia, estrangulamento e morte por engasgo – já que um bebê não tem capacidade motora para de retirar a proteção em caso de refluxo. Além disso, o uso de coberturas faciais pode comprometer a amamentação, já que as mães podem encontrar dificuldades na remoção e recolocação do protetor facila (faceshield) ou máscaras na criança.

Nos casos dos recém-nascidos, é importante ressaltar que a Organização Mundial da Saúde (OMS), em suas recomendações, não menciona ou recomenda o uso de protetores faciais. Os cuidados na proteção aos recém-nascidos para evitar a contaminação pelo coranavírus.

  • Evitar visitas sociais domiciliares à mãe e ao recém-nascido. Caso aconteçam, manter o distanciamento, uso de máscara e higienização dos adultos, de acordo com as recomendações;
  • Evitar contato público desnecessário, limitando assim a exposição do recém-nascido ao vírus, especialmente em lugares com aglomerações;
  • Manter as precauções de contato como higienização de mãos e as recomendações do uso de máscaras para pais e cuidadores em contato com a criança ao sair de casa para o seguimento na Atenção Primária, como imunizações ou consultas;
  • Evitar manuseio do recém-nascido por muitas pessoas, enfatizando a lavagem das mãos com água e sabão ou álcool gel 70% para cuidadores (incluindo irmãos) antes de tocar o bebê e o uso de máscaras, caso tenham sintomas ou contato com pessoas com síndrome gripal;
  • Mães com sintomas respiratórios ou que tenham contato domiciliar com pessoas com síndrome gripal devem usar máscara durante os cuidados e durante toda a amamentação e atentar a lavagem frequente das mãos;
  • Promover rotineiramente a limpeza das superfícies tocadas com recorrência, como maçanetas, interruptores de luz e equipamentos eletrônicos (especialmente celulares);
  • Assegurar que o ambiente onde a criança permanece esteja livre do tabaco; e
  • Manter a vacinação das pessoas em contato próximo com a criança conforme orientação do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Para mais informações, acesse aqui.


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