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Ministério da Saúde - MS
Secretaria de Atenção à Saúde - SAS
Departamento de Atenção Básica - DAB

 

Prevenção e Controle de Agravos Nutricionais

Ações de enfrentamento do Beribéri

Encontrou alguma informação desatualizada ou gostaria de sugerir a inclusão de alguma pergunta? Ajude-nos enviando um e-mail para cgan@saude.gov.br.

Sobre a Ação:

Por se tratar de um evento inusitado à saúde decorrente de carência nutricional (deficiência de Tiamina), a Ação de enfrentamento do Beribéri deverá ser realizada de modo a detectar precocemente um caso suspeito da deficiência, procedendo com investigação epidemiológica e acompanhamento dos casos, com tratamento medicamentoso e promoção de práticas alimentares saudáveis.

O beribéri é uma doença causada pela deficiência de Tiamina (também conhecida como Vitamina B1). Quando há carência dessa vitamina, pode ocorrer comprometimento da função neural e cardiovascular.

A Ação é tem por objetivo a detecção precoce e a vigilância dos casos suspeitos, de modo a orientar os profissionais e gestores de saúde no diagnóstico precoce, notificação e tratamento oportuno dos casos.
A deficiência de Tiamina pode levar de dois a três meses para manifestar os sinais e sintomas que inicialmente são leves como insônia, nervosismo, irritação, fadiga, perda do apetite e energia e evoluem para quadros mais graves como parestesia, edema de membros inferiores, dificuldade respiratória, cardiopatia e óbito. A deficiência de Tiamina pode levar de dois a três meses para manifestar os sinais e sintomas que inicialmente são leves como insônia, nervosismo, irritação, fadiga, perda do apetite e energia e evoluem para quadros mais graves como parestesia, edema de membros inferiores, dificuldade respiratória, cardiopatia e óbito.

Grande parte dos surtos de Beribéri associa-se a condições de pobreza e fome, relacionando-se com situações de insegurança alimentar e nutricional, alimentação monótona baseada em arroz polido, elevado teor de carboidratos simples e alguns grupos de risco específicos como alcoolistas, gestantes, crianças e pessoas que exercem atividade física extenuante.

No Brasil os casos mais recentes confirmados foram nos Estados do Maranhão, Roraima e Tocantins. Mas isso não quer dizer que os surtos ocorrem apenas nesses estados, é importante que todos os profissionais tenham conhecimento sobre a deficiência, de modo a detectar precocemente um caso suspeito e orientar mais adequadamente seu tratamento.

No Brasil desde 2006, têm sido identificado casos de beribéri nos estados do Maranhão, Tocantins e Roraima, a partir desses casos, tem sido empreendidas ações em parceria com os estados e municípios na investigação, acompanhamento, prevenção e controle do beribéri. Tendo em vista que há mais de oitenta anos não se tinha registro de surtos no país, sua relevância epidemiológica se deve ao fato de acometer, majoritariamente, adultos jovens do sexo masculino, e pela sua capacidade de causar surtos e epidemias com o adoecimento e óbito em curto período de tempo.
O Ministério da Saúde desenvolveu o ?Guia de Consulta para Vigilância Epidemiológica, Assistência e Atenção Nutricional dos casos de Beribéri? destinado aos profissionais de saúde de toda rede de atenção à saúde do SUS e do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena. O manual encontra-se disponível no site: www.saúde.gov.br/dab

Apesar de não existir ficha específica no SINAN para notificação dos casos de beribéri, é orientada a utilização da Ficha de Notificação Individual disponível no SINAN-NET, com registro do CID E 51.1.

Além da notificação no SINAN, os profissionais deverão acompanhar a evolução clínica dos pacientes, procedendo o preenchimento das fichas de tratamento e monitoramento dos casos, constante no anexo do Guia.

A deficiência de Tiamina está normalmente associada a populações que têm como principal componente da dieta a mandioca ou a farinha de mandioca, o arroz polido e/ou a farinha de trigo, ou seja, alimentos pobres em vitamina B1. Essa vitamina é normalmente encontrada em cereais, grãos, legumes, leveduras, nozes e carnes (especialmente vísceras, carne de porco e de vaca), sendo uma importante medida de controle do agravo o estímulo ao consumo de alimentos fontes da tiamina, além da diminuição de bebidas que inibam a absorção desta vitamina, como café e bebidas alcoólicas.

O tratamento do Beribéri é realizado com doses diárias de Tiamina 300 mg por um período de três meses, após este período o paciente deverá ser acompanhado periodicamente pela equipe de saúde.


Sobre a Adesão:

É de responsabilidade dos municípios a aquisição de suplementos de tiamina, organização da distribuição da vitamina aos pacientes e casos suspeitos e, oportunamente, realizar a investigação/notificação dos casos suspeitos e confirmados, bem como garantir a atenção integral à saúde dos pacientes.