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Ministério da Saúde - MS
Secretaria de Atenção à Saúde - SAS
Departamento de Atenção Básica - DAB

 

Brasileiros serão entrevistados sobre a situação de saúde

Data de publicação: 19/07/2019


De agosto a dezembro, Ministério da Saúde realiza a segunda edição da Pesquisa Nacional de Saúde. Os entrevistadores vão visitar mais de 108 mil residências em todo o país


Conhecer a realidade da saúde de um país é o primeiro passo para entender as necessidades de sua população e, dessa forma, possibilitar a elaboração de ações e programas em prol de mais saúde e qualidade de vida. Assim, para subsidiar o Ministério da Saúde com informações que possibilitem a formulação e/ou o aperfeiçoamento de políticas públicas eficientes, mais de 108 mil brasileiros receberão, a partir de agosto deste ano, a visita de pesquisadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que terão a missão de levantar dados sobre as condições de vida e de saúde da população.

Realizada a cada cinco anos pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE, a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) contará com cerca de 1,2 mil entrevistadores, que vão visitar mais de 108 mil residências em 3,2 mil municípios brasileiros de todos os estados e regiões do país, de áreas urbanas e rurais, de capitais, regiões metropolitanas e demais municípios. Eles estarão uniformizados com colete e crachá de identificação do IBGE.

Pela relevância da pesquisa para o país, o Ministério da Saúde solicita que as pessoas atendam e colaborem com os entrevistadores, desde que eles estejam devidamente identificados. “A participação dos residentes selecionados é fundamental para que os resultados retratem a realidade da saúde brasileira”, afirma o secretário da Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira. Ele explica ainda que, neste ano, a PNS vai refletir aspectos elencados na Política Nacional de Vigilância em Saúde e que a sociedade estabeleceu a diretriz de ações integradas de atenção e vigilância. “Deste modo, as questões buscam refletir essas diretrizes“, finaliza.

Os dados da PNS serão utilizados, por exemplo, para elaborar e/ou aperfeiçoar ações e políticas na área de Atenção à Saúde, como o Programa Nacional de Controle do Tabagismo, a Estratégia de Saúde da Família e o programa Farmácia Popular do Brasil. A pesquisa será feita por amostragem com os moradores das residências sorteadas.

Aos entrevistados, serão feitas perguntas sobre as características do domicílio, questões sobre educação e rendimento, além da situação de saúde dos residentes, como estilos de vida, doenças crônicas não transmissíveis, saúde da mulher, do homem, da criança, do idoso, da pessoa com deficiência, entre outros.

História da PNS
A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) é fruto do desdobramento e grande ampliação de itens dos suplementos especiais da Saúde das Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios (PNADs) anteriores que, a partir de 1998, passaram a ser realizados com intervalos regulares de cinco anos (1998, 2003 e 2008), mantendo os principais aspectos de investigação. Isso possibilitou a comparação de seus resultados com as três edições anteriormente realizadas. É um inquérito domiciliar elaborado pelo IBGE em convênio com o Ministério da Saúde e foi realizado pela primeira vez no ano de 2013.

Em 2019, a PNS terá 25 Módulos contemplando áreas como como educação de pessoas com cinco anos ou mais, crianças menores de dois anos, saúde dos idosos, saúde da mulher de 18 anos ou mais, pré-natal, pessoas com deficiência, saúde bucal, atendimento médico, aspectos de trabalho e rendimentos domiciliares, doenças crônicas, cobertura de planos de saúde, visitas domiciliares da Equipe de Saúde da Família e Agentes Comunitários, percepção do estado de saúde, utilização de serviços de saúde, estilos de vida, acidentes e violências. Tal como em 2013, a PNS-2019 terá um desenho amostral visando à produção de indicadores para 80 recortes geográficos: Brasil, Grandes Regiões, 27 Unidades da Federação, 21 Regiões Metropolitanas e 27 municípios das capitais.

PNS-2019 e a participação da Atenção Primária à Saúde
Na APS, desde 2013, uma das perguntas desse inquérito permite medir as estimativas e desvios-padrões relativos da cobertura de domicílios cadastrados pelas equipes de saúde da família. De forma inédita, o antigo Módulo sobre atendimento médico, chamado de Módulo H, foi reformulado, passando a contemplar 30 questões específicas sobre Atenção Primária e tendo apoio do Departamento de Saúde da Família, da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde. Essas questões referem-se ao itens do Primary Care Assesssment Tool (PCA Tool - Brasil) – versão reduzida para adultos de 18 anos ou mais.

Etapas da Entrevista
Na entrevista, os pesquisadores do IBGE vão utilizar um smartphone, dispositivo móvel no qual os dados informados pelos moradores serão inseridos. Para realizar as perguntas, eles deverão seguir uma conduta de abordagem definida pelo Ministério da Saúde e pelo IBGE, como polidez no tratamento com os entrevistados, seguir o roteiro do questionário e deixar mensagem caso os moradores não sejam encontrados.

Definida nas três etapas a seguir, a entrevista levará, em média, 30 minutos para ser concluída (mas pode variar de acordo com o perfil do entrevistado):

  • Sobre o domicílio: um morador informará sobre as características do domicílio (como bens e presença de animais domésticos) e seu entorno (rede de esgoto, coleta de lixo, etc).
  • Sobre os moradores: um morador responderá pelos demais sobre educação e rendimentos, saúde da criança, do idoso, da pessoa com deficiência, uso de serviços de saúde, entre outros.
  • Sobre o morador selecionado:  um morador com 15 anos ou mais de idade será sorteado dentre os demais residentes. Ele vai responder sobre estilos de vida (prática de atividade física, consumo alimentar, hábito de fumar, consumo de álcool), doenças crônicas não transmissíveis, saúde da mulher ou homem, doenças transmissíveis, acidentes e violências, etc. Além disso, haverá coletas de medidas físicas (peso e altura) em uma sub amostra (aproximadamente 8 mil indivíduos) do morador selecionado.

Fonte: Jéssica Cerilo, da Agência Saúde 


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