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Ministério da Saúde - MS
Secretaria de Atenção à Saúde - SAS
Departamento de Atenção Básica - DAB

 

Acordo entre MS e indústria resulta na redução de 17 mil toneladas de sódio dos alimentos

Data de publicação: 14/06/2017


Além da redução do sódio, o Ministério e a Abia avançam na discussão para redução de açúcar nos alimentos industrializados


<p style="text-align: justify;">O ministro da Sa&uacute;de, Ricardo Barros, assinou na ter&ccedil;a-feira (13), novo acordo com a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Ind&uacute;strias da Alimenta&ccedil;&atilde;o (Abia) para melhorar o perfil nutricional dos alimentos industrializados. A parceria valer&aacute; para os pr&oacute;ximos cinco anos (2017 &ndash; 2022). A primeira coopera&ccedil;&atilde;o com a ind&uacute;stria est&aacute; em vigor desde 2011 e tornou poss&iacute;vel a retirada de 17 mil toneladas de s&oacute;dio que seriam consumidas pela popula&ccedil;&atilde;o. A meta &eacute; retirar, voluntariamente, 28,5 toneladas de s&oacute;dio da alimenta&ccedil;&atilde;o dos brasileiros. Na ocasi&atilde;o, tamb&eacute;m foi lan&ccedil;ado o Portal Sa&uacute;de Brasil, ferramenta digital com orienta&ccedil;&otilde;es sobre os benef&iacute;cios da ado&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos saud&aacute;veis.</p> <p>Acesse aqui o <a href="http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2017/junho/13/sodio-e-alimentacao-saudavel.pdf" target="_blank">link</a> da apresenta&ccedil;&atilde;o sobre o novo acordo com a ind&uacute;stria.</p> <p style="text-align: justify;">O brasileiro ingere atualmente 12 gramas de sal por dia, mais que o dobro do m&aacute;ximo sugerido pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de, que &eacute; de 5 gramas de sal (equivalente a 2g de s&oacute;dio). Desde que assumiu a Pasta, o ministro tem implantado medidas para a promo&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de visando conscientizar a popula&ccedil;&atilde;o sobre os benef&iacute;cios da alimenta&ccedil;&atilde;o e h&aacute;bitos saud&aacute;veis. O consumo alimentar impacta na preval&ecirc;ncia de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas, como hipertens&atilde;o, diabetes e obesidade que, juntas com as doen&ccedil;as cardiovasculares, respirat&oacute;rias e c&acirc;ncer respondem por 72% dos &oacute;bitos no pa&iacute;s.</p> <p style="text-align: justify;">&ldquo;Existe, hoje, a necessidade de ajustar os h&aacute;bitos alimentares dos brasileiros para prevenir a obesidade e doen&ccedil;as como diabetes e hipertens&atilde;o. Tamb&eacute;m &eacute; fundamental incentivar a atividade f&iacute;sica para o brasileiro ter uma vida mais saud&aacute;vel. Esse acordo &eacute; uma das medidas que ajuda nesse desafio&rdquo;, declarou o ministro Ricardo Barros.</p> <p style="text-align: justify;">A primeira categoria a reduzir s&oacute;dio em sua composi&ccedil;&atilde;o no novo acordo envolve p&atilde;es, bisnaguinhas e massas instant&acirc;neas, com metas para 2017, 2018 e, no caso dos p&atilde;es, at&eacute; 2020. Bem presente na mesa dos brasileiros, os p&atilde;es podem contribuir na redu&ccedil;&atilde;o de ingest&atilde;o de s&oacute;dio di&aacute;ria. Em 2011, quatro fatias de p&atilde;o por dia representavam 40% da quantidade de s&oacute;dio di&aacute;ria (796 mg). Ap&oacute;s o acordo, esse &iacute;ndice, em 2016, passou a ser 22% (450 mg). Em 2020, a expectativa &eacute; chegar a 20% (400 mg).</p> <p style="text-align: justify;">&ldquo;&Eacute; uma agenda importante j&aacute; que os alimentos industrializados contribuem para o consumo excessivo de s&oacute;dio na alimenta&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o. A parceria com a ind&uacute;stria &eacute; essencial para permitir uma redu&ccedil;&atilde;o de s&oacute;dio na composi&ccedil;&atilde;o dos alimentos. &Eacute; importante lembrar que os alimentos in natura e minimamente processados devem ser a base da alimenta&ccedil;&atilde;o e que &eacute; necess&aacute;rio reduzir o sal adicionado &agrave;s prepara&ccedil;&otilde;es culin&aacute;rias&rdquo;, ressalta a coordenadora-geral de alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Michele Lessa.</p> <p style="text-align: justify;">Al&eacute;m da redu&ccedil;&atilde;o do s&oacute;dio, o Minist&eacute;rio e a Abia avan&ccedil;am na discuss&atilde;o para redu&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car nos alimentos industrializados. A previs&atilde;o &eacute; de lan&ccedil;ar no segundo semestre o Plano de Redu&ccedil;&atilde;o de A&ccedil;&uacute;car em Alimentos Industrializados, que ter&aacute; formato parecido com o de s&oacute;dio e vai envolver alimentos como produtos l&aacute;cteos, bebidas ado&ccedil;adas, biscoitos, bolos e achocolatados.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>QUARTA ETAPA </strong>&ndash; A coopera&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica de redu&ccedil;&atilde;o de s&oacute;dio pactuada em 2011 atingiu, durante os cinco anos de vig&ecirc;ncia, 30 categorias de produtos da ind&uacute;stria de alimentos, representando cerca de 70% do faturamento do setor. Nesta &uacute;ltima etapa, foram analisados r&oacute;tulos de 718 produtos em 13 categorias como queijos, requeij&otilde;es, lingui&ccedil;as e presuntaria.</p> <p style="text-align: justify;">A maior redu&ccedil;&atilde;o no teor de s&oacute;dio aconteceu na categoria sopas. A quantidade caiu 65,15% em misturas para sopas, passando de 300,3mg por 100g de alimento para 115,5mg. Nas sopas instant&acirc;neas houve redu&ccedil;&atilde;o de 49,14% passando de 339,4mg para 170mg por 100 g.</p> <p style="text-align: justify;">As lingui&ccedil;as tamb&eacute;m tiveram redu&ccedil;&atilde;o significativa. Na lingui&ccedil;a cozida a temperatura ambiente foram registradas redu&ccedil;&otilde;es de 15,6% no teor de s&oacute;dio entre 2013 e 2016. Nas lingui&ccedil;as frescal redu&ccedil;&atilde;o de 10,5% e 9,4% em lingui&ccedil;a cozida resfriada. Produtos l&aacute;cteos como queijos e requeij&otilde;es tamb&eacute;m conseguiram retirar uma alta quantidade de s&oacute;dio de sua composi&ccedil;&atilde;o com redu&ccedil;&otilde;es de 23,1% e 20,4% respectivamente.</p> <p style="text-align: justify;">O Presidente Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Ind&uacute;strias da Alimenta&ccedil;&atilde;o (Abia), Edmundo Klotz, ressaltou a parceria com o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de que possibilitou mudan&ccedil;as para melhorar a sa&uacute;de do brasileiro. &ldquo;Neste per&iacute;odo j&aacute; tivemos um grande avan&ccedil;o. Sabemos a dificuldade e o esfor&ccedil;o que a ind&uacute;stria precisa para retirar ingredientes como o s&oacute;dio e o a&ccedil;&uacute;car da composi&ccedil;&atilde;o. Mas, h&aacute; uma grande vontade de contribuir para uma melhor sa&uacute;de e qualidade de vida do brasileiro&rdquo;, afirmou o presidente da Abia.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>CANAL COM O CIDAD&Atilde;O</strong> &ndash; Tamb&eacute;m foi lan&ccedil;ado nesta ter&ccedil;a-feira o Portal Sa&uacute;de Brasil, dispon&iacute;vel no endere&ccedil;o <a href="http://www.saude.gov.br/saudebrasil" target="_blank">www.saude.gov.br/saudebrasil</a>, um canal exclusivo de informa&ccedil;&atilde;o sobre promo&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de voltado ao cidad&atilde;o. Com foco em quatro pilares, &ldquo;Eu quero parar de fumar&rdquo;, &ldquo;Eu quero ter um peso saud&aacute;vel&rdquo;, &ldquo;Eu quero me exercitar&rdquo; e &ldquo;Eu quero me alimentar melhor&rdquo;, a ferramenta re&uacute;ne conte&uacute;dos, servi&ccedil;os e a voz de especialistas para apoiar a popula&ccedil;&atilde;o a mudar seus h&aacute;bitos em prol de uma vida mais saud&aacute;vel e com qualidade.&nbsp;A plataforma &eacute; din&acirc;mica, ter&aacute; novos conte&uacute;dos e funcionalidades incorporados periodicamente, e para isso conta, inclusive, com as sugest&otilde;es da popula&ccedil;&atilde;o, que poder&aacute; usar um canal feito especialmente para se manifestar, narrar suas hist&oacute;rias de supera&ccedil;&atilde;o e mostrar que &eacute; poss&iacute;vel se tornar mais saud&aacute;vel.</p> <p style="text-align: justify;">Ao lan&ccedil;ar a plataforma Sa&uacute;de Brasil, o ministro da Sa&uacute;de, Ricardo Barros, informou que a ferramenta &eacute; um ambiente de dicas e est&iacute;mulo para uma vida mais saud&aacute;vel, al&eacute;m de trazer informa&ccedil;&atilde;o simples e r&aacute;pida para a popula&ccedil;&atilde;o. &ldquo;M&aacute; alimenta&ccedil;&atilde;o, sedentarismo, consumo de cigarro e obesidade levam ao adoecimento. Alguns exemplos das doen&ccedil;as adquiridas por esses maus h&aacute;bitos s&atilde;o: a diabetes, a hipertens&atilde;o, o infarto e o AVC, que sobrecarregam o sistema de sa&uacute;de. S&oacute; para tratar a obesidade, por exemplo, o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) gasta quase meio bilh&atilde;o de reais em um ano&rdquo;, enfatizou Barros.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>PROMO&Ccedil;&Atilde;O DA SA&Uacute;DE</strong> - O incentivo para uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel e balanceada e a pr&aacute;tica de atividades f&iacute;sicas &eacute; prioridade do Governo Federal. Assim que assumiu o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Ricardo Barros proibiu dentro das depend&ecirc;ncias do Minist&eacute;rio a venda, promo&ccedil;&atilde;o, publicidade ou propaganda de alimentos industrializados. A pasta tamb&eacute;m participa da portaria de Diretrizes de Promo&ccedil;&atilde;o da Alimenta&ccedil;&atilde;o Adequada e Saud&aacute;vel nos Servi&ccedil;o P&uacute;blico Federal, que orienta formas da alimenta&ccedil;&atilde;o adequada e saud&aacute;vel nos ambientes de trabalho do servi&ccedil;o p&uacute;blico federal.</p> <p style="text-align: justify;">O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de tamb&eacute;m adotou internacionalmente metas para frear o crescimento do excesso de peso e obesidade no pa&iacute;s; reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na popula&ccedil;&atilde;o adulta, at&eacute; 2019; e ampliar em no m&iacute;nimo de 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortali&ccedil;as regularmente at&eacute; 2019.</p> <p style="text-align: justify;">Outra a&ccedil;&atilde;o que contribui para a promo&ccedil;&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel &eacute; o Guia Alimentar para a Popula&ccedil;&atilde;o Brasileira, que orienta a popula&ccedil;&atilde;o com recomenda&ccedil;&otilde;es sobre alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>QUEDA DA MORTALIDADE</strong> &ndash; O conjunto de a&ccedil;&otilde;es do Governo Federal, com expans&atilde;o do acesso a servi&ccedil;os de sa&uacute;de, diagn&oacute;stico precoce e tratamento, al&eacute;m das a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, j&aacute; impacta na queda de &oacute;bitos precoce por Doen&ccedil;as Cr&ocirc;nicas N&atilde;o Transmiss&iacute;veis. Dados do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o sobre Mortalidade (SIM) do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de mostra uma redu&ccedil;&atilde;o anual de 2,6% da mortalidade prematura por doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas entre adultos (30 a 69 anos).</p>