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Ministério da Saúde - MS
Secretaria de Atenção à Saúde - SAS
Departamento de Atenção Básica - DAB

 

Força anônima e silenciosa

Data de publicação: 08/03/2017


No Dia Internacional da Mulher, conheça três trabalhadoras que lutam pela Atenção Básica. Elas representam mulheres que fazem parte da construção do SUS


<p>&nbsp;</p> <div align="center"><img alt="" src="https://2.bp.blogspot.com/-WZ8lKMJ18zE/WMAD2DMnCCI/AAAAAAABdGk/lKtdCFhTJsweYHBn8b1-hS-ZGvygX1s_gCLcB/s1600/elas.png" style="height:720px; width:700px" /></div> <p dir="ltr" style="text-align:justify"><strong>8 de mar&ccedil;o de 2017</strong> - Mais um dia em que celebramos as conquistas femininas e nos mobilizamos para avan&ccedil;ar e impedir retrocessos. Em 1977, a data virou motivo de comemora&ccedil;&atilde;o no calend&aacute;rio mundial, mas, desde o final do s&eacute;culo XIX, pioneiras na luta por direitos, como melhores condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e voto, viam a import&acirc;ncia de um marco para exaltar uma for&ccedil;a silenciada por anos.</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify">Trabalhar pela sa&uacute;de p&uacute;blica no Brasil requer for&ccedil;a e perseveran&ccedil;a. Essa &eacute; a primeira li&ccedil;&atilde;o que as profissionais do SUS aprendem. No Dia Internacional da Mulher, M&ocirc;nica, Rosana e Mara representam as 128 trabalhadoras do Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica e tamb&eacute;m as milhares de gestoras, profissionais e agentes comunit&aacute;rias do pa&iacute;s.</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify">Conhe&ccedil;a um pouco das hist&oacute;rias de mulheres que lutam todos os dias do ano para oferecer sa&uacute;de integral e humanizada &agrave; popula&ccedil;&atilde;o.</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify">&nbsp;</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify"><strong>Rosana Ballestero Rodrigues </strong><br /> O telefone toca mais uma vez, na linha um profissional da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica de outro estado pede apoio. Ela abra&ccedil;a a causa, compreende os anseios e se dedica na resposta. Uma pessoa empenhada em descobrir, em inventar, em despertar o melhor no outro e para o outro. Basta parar ao seu lado alguns instantes e voc&ecirc; vai admir&aacute;-la.</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify">Sua voz e presen&ccedil;a s&atilde;o marcantes. Com olhos curiosos, movimentos livres, gestos largos e voz forte, Rosana Ballestero Rodrigues, carioca residente em Santa Maria &ndash; cidade localizada a 22 km de Bras&iacute;lia, &eacute; psic&oacute;loga e atuante na gest&atilde;o federal da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica, mas a sua especialidade mesmo &eacute; encurtar dist&acirc;ncias. R&ocirc; &eacute; a integra&ccedil;&atilde;o personificada no melhor sentido da palavra.</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify">Qual &eacute; o tra&ccedil;o mais marcante dela? &quot;Existe acolhimento ali. Ela sempre se importa em integrar quem est&aacute; chegando ao setor, em agregar, em fazer com que as pessoas se sintam parte do departamento&quot;, confidencia Marcelo Pedra, companheiro de trabalho que tamb&eacute;m veio do Rio de Janeiro e que por acaso do destino nasceu na mesma maternidade que Rosana.</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify">Tudo que R&ocirc; conquistou foi pela for&ccedil;a de um car&aacute;ter ilibado. Ela &eacute; o inverso do que divagam sobre o funcionalismo p&uacute;blico: competente, organizada, ass&iacute;dua, dedicada, envolvida com as causas. &Eacute;, sobretudo, uma atitude &eacute;tica no exerc&iacute;cio de suas a&ccedil;&otilde;es. Produto do seu esfor&ccedil;o de ir adiante, de estar sempre em movimento.</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify">E n&atilde;o brinca em servi&ccedil;o: &quot;A Rosana tem um compromisso com a organiza&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), que &eacute; torn&aacute;-lo acess&iacute;vel. N&atilde;o &eacute; por acaso que est&aacute; no Consult&oacute;rio na Rua, assistindo as popula&ccedil;&otilde;es mais exclu&iacute;das. &Eacute; como se ela estivesse aqui, principalmente, para desenvolver esse trabalho: levar o SUS para quem mais precisa dele. Um compromisso que &eacute; uma narrativa permanente de defesa desses direitos&quot; ressalta Dirceu Klitzke, seu companheiro de coordena&ccedil;&atilde;o.</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify">&ldquo;&Eacute; o significado da palavra companheirismo. Uma grande companheira de trabalho e de luta. Ela conhece cada regi&atilde;o que referencia, e &eacute; muito bonito ver a rela&ccedil;&atilde;o de v&iacute;nculo que a Rosana estabelece com a universidade, os gestores, os pol&iacute;ticos. Tanto que quando as pessoas ligam, j&aacute; pedem pra falar com a Rosana, &eacute; como se ela fosse uma entidade no DAB. E &eacute;!&rdquo;, revela K&aacute;tia Motta.</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify">N&atilde;o sabemos se Rosana Ballestero se d&aacute; conta do seu brilho. Ela tem a humildade dos grandes! Sua presen&ccedil;a tornou o Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica mais humano, acess&iacute;vel e plural. As minorias brasileiras certamente est&atilde;o melhores representadas por R&ocirc;, que nos ensina todo dia: devemos tratar de que o mundo seja digno para todas as vidas humanas, n&atilde;o s&oacute; para algumas. Nela, enxergamos, sobretudo, uma vontade imensa de tornar a vida mais bonita.</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify">&nbsp;</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify"><strong>M&ocirc;nica Cruz Kafer</strong><br /> O SUS n&atilde;o esperava ganhar mais uma forte aliada em 2013, quando a pedagoga baiana M&ocirc;nica Cruz Kafer foi aprovada para exercer uma fun&ccedil;&atilde;o importante na &aacute;rea de Gest&atilde;o Social. Vinda do setor da educa&ccedil;&atilde;o, talvez nem ela esperasse se juntar &agrave; luta pela sa&uacute;de do pa&iacute;s um dia, qui&ccedil;&aacute; naquele ano.</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify">Mas foi nele que, ao lado de Cl&aacute;udio, Claudinho e Laura, M&ocirc;nica veio de mala e cuia para a capital do pa&iacute;s com a miss&atilde;o de trabalhar pelas pol&iacute;ticas desenvolvidas no Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify">Uma vez no DAB, a baiana escolheu um lugar ao sol na Coordena&ccedil;&atilde;o Geral de Gest&atilde;o da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica, onde se envolveu com destaque com as pautas relacionadas &agrave; popula&ccedil;&atilde;o ribeirinha da Amaz&ocirc;nia e &agrave;s Unidades B&aacute;sicas de Sa&uacute;de Fluvial. Kafer brigou pelas equipes de sa&uacute;de da fam&iacute;lia da regi&atilde;o e chamou aten&ccedil;&atilde;o pela seriedade com a qual atuava no apoio institucional para aqueles Estados.</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify">Representando o MS em encontro com extrativistas do Norte, ela chegou a viajar mais de 24 horas em um barco com &aacute;gua pot&aacute;vel escassa, tendo como &uacute;nico alimento dispon&iacute;vel um peda&ccedil;o de carne que ficava pendurado e exposto na proa do barco, ap&oacute;s dormir em uma &quot;cama&quot; feita de coletes salva-vidas.</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify">Mas nada disso afugentou a soteropolitana. M&ocirc;nica mergulhou de vez na milit&acirc;ncia pelo SUS e pela AB e logo se disponibilizou para liderar a coordena&ccedil;&atilde;o, trabalho que fez com muita dedica&ccedil;&atilde;o e transpar&ecirc;ncia, sendo, em seguida, convidada a atuar na Coordena&ccedil;&atilde;o de Gest&atilde;o de Projetos da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica (CGPAB). Por l&aacute;, tem causado uma &ldquo;revolu&ccedil;&atilde;o&rdquo;, segundo integrantes de sua equipe.</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify">&ldquo;Ela &eacute; o tipo de pessoa que acredita no que est&aacute; fazendo e por onde passa deixa uma hist&oacute;ria, &eacute; um furac&atilde;o. Hoje, a equipe est&aacute; mais &lsquo;equipe&rsquo; por causa dela. Ela nos uniu, repaginou tudo e organizou os servi&ccedil;os de forma que s&oacute; uma pessoa com o olhar de gest&atilde;o que ela tem consegue&rdquo;, confidenciou uma colega da Coordena&ccedil;&atilde;o.</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify">Sua entrega e batalha justa, teimosa e incans&aacute;vel a faz ser hoje escolhida como representante de diversas trabalhadoras do DAB para receber essa homenagem de dia das mulheres. Ela representa muitas de n&oacute;s, trabalhadoras, m&atilde;es ou n&atilde;o, que atuam e se superam todos os dias, com muita dedica&ccedil;&atilde;o, pelo SUS. Que a &ldquo;M&ocirc;&rdquo; sempre volte &agrave; Bahia pra ver o mar, mas que depois volte pra gente, que a gente anda melhor com ela.</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify">&nbsp;</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify"><strong>Mara L&uacute;cia Costa</strong><br /> O sorriso. Um dos mais expressivos do Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Mara L&uacute;cia &eacute; a ca&ccedil;ula de um casal de irm&atilde;os. Nasceu em fevereiro de 1978, uma semana depois do carnaval. Perdeu a folia naquele ano, mas a alegria do samba a acompanha desde menina.</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify">O in&iacute;cio da inf&acirc;ncia foi em S&atilde;o Jo&atilde;o de Meriti, munic&iacute;pio do Rio de Janeiro, situado na Baixada Fluminense. Mas foi no bairro de Jacarepagu&aacute; que viveu grande parte da vida. Mara &eacute; nutricionista de forma&ccedil;&atilde;o. Foi a primeira mulher a concluir a gradua&ccedil;&atilde;o da sua gera&ccedil;&atilde;o, sendo a segunda de toda a fam&iacute;lia. E foi a primeira, entre os homens e mulheres, a fazer mestrado.</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify">&ldquo;Nossos pais fizeram carreira militar. Isso &eacute; muito comum dentro de fam&iacute;lias negras e, por muito tempo, acreditei ser a maneira mais &lsquo;natural&rsquo; de se construir uma vida digna. Pode n&atilde;o parecer, mas a refer&ecirc;ncia familiar faz muita diferen&ccedil;a quando se pensa em proje&ccedil;&atilde;o da vida de crian&ccedil;as e adolescentes. E, nesse ponto, a Mara foi uma precursora, galgando novos caminhos e, aos meus olhos, isso foi como ter ampliado os horizontes de lugares poss&iacute;veis de chegar&rdquo;, conta o primo Fl&aacute;vio Santos.</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify">Sempre teve uma postura de lideran&ccedil;a dentro da fam&iacute;lia, n&atilde;o seria diferente no trabalho. Trabalhou na Secretaria de Sa&uacute;de do Rio de Janeiro antes de vir para o DAB no come&ccedil;o de 2013. Na Coordena&ccedil;&atilde;o Geral de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o (CGAN), iniciou sua hist&oacute;ria na capital do pa&iacute;s.</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify">&ldquo;Ela n&atilde;o v&ecirc; os limites como ponto final, e sim de partida. Por isso, ela consegue trabalhar em diferentes frentes e pautas. A experi&ecirc;ncia na ponta, como gestora no Estado e no DAB deu a ela olhar ampliado para a Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica, algo que a torna uma profissional &uacute;nica&rdquo;, relata a amiga Renata Santana.</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify">Atualmente, &eacute; coordenadora substituta da Coordena&ccedil;&atilde;o Geral de Acompanhamento e Avalia&ccedil;&atilde;o (CGAA). &Eacute; respons&aacute;vel pelo Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de para AB (SISAB), trabalho que envolve desde o processamento dos dados que v&atilde;o para base federal at&eacute; a formula&ccedil;&atilde;o dos indicadores para o 3&ordm; ciclo do PMAQ. &ldquo;Trabalhar com a Mara &eacute; um privil&eacute;gio, uma profissional que faz ruir a imagem burocr&aacute;tica do servidor p&uacute;blico porque sua excel&ecirc;ncia di&aacute;ria impacta positivamente milhares de usu&aacute;rios da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica&rdquo;, fala Vanessa Lora, colega de coordena&ccedil;&atilde;o.</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify">Competente. Confiante. Exigente. L&iacute;der. Verdadeira. Esses s&atilde;o alguns dos adjetivos que os colegas do DAB usam para definir Mara. Na dureza da rotina, mesmo na formalidade que o trabalho necessita, aprendemos que &eacute; no seu sorriso que encontramos conforto e for&ccedil;a para os desafios do dia seguinte. Ela &eacute; a nossa querida &ldquo;revolu&ccedil;&atilde;o iluminada&rdquo;.</p> <p dir="ltr" style="text-align:justify"><a href="https://www.flickr.com/photos/147187069@N08/sets/72157681169986855"><strong>Confira a galeria de fotos das Mulheres do DAB</strong></a></p> <p>&nbsp;</p>

Dia das Mulheres
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