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Ministério da Saúde - MS
Secretaria de Atenção à Saúde - SAS
Departamento de Atenção Básica - DAB

 

Distrito Federal inicia teste da vacina contra dengue

Data de publicação: 27/12/2016


Cerca de 1.200 pessoas, de São Sebastião, devem participar do experimento. O Ministério da Saúde também participa do financiamento da vacina


<p style="text-align: justify;">Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e o Instituto Butantan lan&ccedil;aram nesta quarta-feira (21) em S&atilde;o Sebasti&atilde;o, Distrito Federal, a terceira fase dos testes em humanos da vacina contra dengue. Participaram do evento o secret&aacute;rio de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Adeilson Cavalcante, e o diretor substituto do Instituto Butantan, Marco De Franco. O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de investiu R$ 100 milh&otilde;es para a produ&ccedil;&atilde;o da vacina, que est&aacute; na terceira e &uacute;ltima fase de desenvolvimento pelo laborat&oacute;rio p&uacute;blico. A imuniza&ccedil;&atilde;o tem potencial para proteger a popula&ccedil;&atilde;o contra os quatro v&iacute;rus da dengue, com uma &uacute;nica dose.</p> <p style="text-align: justify;">O secret&aacute;rio, Adeilson Cavalcante, lembrou que esse momento &eacute; importante porque &ldquo;a partir do final dessa fase, a vacina poder&aacute; ser produzida em larga escala pelo Butantan e disponibilizada em campanhas de imuniza&ccedil;&atilde;o na rede p&uacute;blica de sa&uacute;de. Isso demonstra o empenho do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de em ter a vacina desenvolvida e produzida por um produtor p&uacute;blico nacional. Isso &eacute; uma vantagem competitiva para o Brasil, pois garante a disponibilidade do produto, permitindo a autossufici&ecirc;ncia produtiva, al&eacute;m de garantir pre&ccedil;os mais acess&iacute;veis&rdquo;, destacou.</p> <p style="text-align: justify;">Ao todo, 1.200 moradores, com idades entre 2 e 59 anos, da regi&atilde;o administrativa de S&atilde;o Sebasti&atilde;o, dever&atilde;o participar dos testes. A imuniza&ccedil;&atilde;o precisa, ainda, passar pela aprova&ccedil;&atilde;o da Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (Anvisa), para que possa ser produzida em larga escala pelo laborat&oacute;rio e disponibilizada para campanhas de imuniza&ccedil;&atilde;o no Sistema &Uacute;nico de sa&uacute;de (SUS), em todo o pa&iacute;s. Os ensaios cl&iacute;nicos ser&atilde;o conduzidos pelo N&uacute;cleo de Medicina Tropical da Universidade de Bras&iacute;lia (UnB), em parceria com o Hospital Universit&aacute;rio de Bras&iacute;lia e a Secretaria de Sa&uacute;de do Distrito Federal.</p> <p style="text-align: justify;">Para o diretor substituto do Instituto Butantan, Marco De Franco, a vacina j&aacute; demonstrou nas duas fases anteriores seguran&ccedil;a e uma boa resposta dos volunt&aacute;rios. &ldquo;Nessa terceira e &uacute;ltima fase, queremos saber se ela realmente protege contra o v&iacute;rus, por isso essa etapa &eacute; feita em centros de todo o Brasil. A ideia nessa fase &eacute; que esses volunt&aacute;rios recebam a vacina e fiquem expostos &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de vida normal&rdquo; explicou o diretor. &ldquo;A partir de agora, os centros ir&atilde;o acompanhar os volunt&aacute;rios, se eles tiveram contato com o v&iacute;rus e como se comportaram. A perspectiva &eacute; que at&eacute; o final do ano que vem tenhamos os primeiros dados da efic&aacute;cia da vacina&rdquo;, explicou Marco De Franco.</p> <p style="text-align: justify;">Atualmente, os testes j&aacute; est&atilde;o sendo realizados em diversas cidades: Manaus (AM), Boa Vista (RR), Porto Velho (RO), Fortaleza (CE), Aracaju (SE), Recife (PE), Campo Grande (MS), Cuiab&aacute; (MT), Porto Alegre (RS), Bras&iacute;lia (DF), Belo Horizonte (MG), al&eacute;m de em tr&ecirc;s centros no Estado de S&atilde;o Paulo (Hospital das Cl&iacute;nicas da Faculdade de Medicina da USP; Faculdade de Medicina de S&atilde;o Jos&eacute; do Rio Preto e Santa Casa de Miseric&oacute;rdia de S&atilde;o Paulo). Os experimentos envolver&atilde;o 17 mil volunt&aacute;rios em 13 cidades nas cinco regi&otilde;es do Brasil. Os resultados da pesquisa dependem de como ser&aacute; a circula&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus, mas o Butantan estima ter a vacina contra a dengue dispon&iacute;vel em 2018.</p> <p style="text-align: justify;">O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de j&aacute; se comprometeu, desde novembro do ano passado, com cerca de R$ 130 milh&otilde;es para o desenvolvimento de vacinas e novas tecnologias nesta &aacute;rea. A maior parte desse recurso foi para a produ&ccedil;&atilde;o da vacina da dengue, pelo Butantan. Tamb&eacute;m est&atilde;o sendo liberados R$ 11,6 milh&otilde;es para o desenvolvimento de vacina contra o v&iacute;rus Zika pela Fiocruz. Outros R$ 10 milh&otilde;es est&atilde;o sendo destinados para o Instituto Evandro Chagas (IEC), no Par&aacute;, que realiza pesquisa para vacina contra a Zika, em parceria com a Universidade Medical Branch do Texas, Estados Unidos.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>Volunt&aacute;rios</strong><br /> O Instituto Butantan, principal produtor de imunobiol&oacute;gicos do pa&iacute;s, &eacute; vinculado ao Governo do Estado de S&atilde;o Paulo e j&aacute; desenvolve estudos e pesquisas nas &aacute;reas de Biologia e Biomedicina, em parceria com institui&ccedil;&otilde;es estrangeiras. Uma delas &eacute; o National Institutes of Health (NIH) &ndash; ag&ecirc;ncia de sa&uacute;de do governo norte-americano &ndash;, com o qual o Instituto est&aacute; em est&aacute;gio avan&ccedil;ado de desenvolvimento da vacina contra a dengue.</p> <p style="text-align: justify;">Nesta &uacute;ltima etapa da pesquisa, os estudos visam comprovar a efic&aacute;cia da vacina. Do total de volunt&aacute;rios, 2/3 receber&atilde;o a vacina e 1/3 receber&aacute; placebo, uma subst&acirc;ncia com as mesmas caracter&iacute;sticas da vacina, mas sem os v&iacute;rus, ou seja, sem efeito. O objetivo &eacute; descobrir, mais &agrave; frente, a partir de exames coletados dos volunt&aacute;rios, se quem tomou a vacina ficou protegido e quem tomou o placebo contraiu a doen&ccedil;a.</p> <p style="text-align: justify;">Os resultados da segunda fase da vacina j&aacute; superaram as expectativas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; efic&aacute;cia e seguran&ccedil;a, se mostrando superior a outras vacinas j&aacute; dispon&iacute;veis, ou em desenvolvimento. Para a imuniza&ccedil;&atilde;o, ser&aacute; necess&aacute;ria, apenas, uma dose da vacina, que pode ser aplicada em pessoas de todas as idades, inclusive em crian&ccedil;as.</p> <p style="text-align: justify;">Assista &agrave; reportagem no <a href="https://www.youtube.com/watch?v=yePB3a1Q47E" target="_blank">link</a>.&nbsp;</p> <p style="text-align: justify;"><strong>Ag&ecirc;ncia Sa&uacute;de</strong></p>