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Ministério da Saúde - MS
Secretaria de Atenção à Saúde - SAS
Departamento de Atenção Básica - DAB

 

Ministério da Saúde convoca sociedade para combate ao mosquito

Data de publicação: 25/11/2016


LIRAa aponta 855 cidades em situação de risco para surto de dengue, chikungunya e Zika. O levantamento é fundamental para orientar as ações de controle das três doenças


<p style="text-align: justify;">Levantamento do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, realizado em conjunto com os munic&iacute;pios brasileiros, aponta que 855 cidades encontram-se em situa&ccedil;&atilde;o de alerta e risco de surto de dengue, chikungunya e zika. Isso representa 37,4% dos munic&iacute;pios pesquisados, enquanto que 62,8% dos munic&iacute;pios (1.429) est&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria. Os dados fazem parte do Levantamento R&aacute;pido de &Iacute;ndices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2016 divulgados pelo ministro da Sa&uacute;de, Ricardo Barros, nesta quinta-feira (24). Na ocasi&atilde;o, tamb&eacute;m foi divulgada a campanha deste ano para combate ao mosquito transmissor das tr&ecirc;s doen&ccedil;as. A nova campanha chama a aten&ccedil;&atilde;o para as consequ&ecirc;ncias das doen&ccedil;as causadas pela chikungunya, zika e dengue, al&eacute;m da import&acirc;ncia de eliminar os focos do Aedes.</p> <p style="text-align: justify;">&ldquo;Para este ano, esperamos uma estabilidade nos casos de dengue e zika. Como chikungunya &eacute; uma doen&ccedil;a nova, e muitas pessoas ainda est&atilde;o suscet&iacute;veis, pode ocorrer aumento de casos ainda este ano. Por&eacute;m, para o pr&oacute;ximo, tamb&eacute;m esperamos estabiliza&ccedil;&atilde;o dos casos de chikungunya&rdquo; explicou o ministro Ricardo Barros. Ele ressaltou, no entanto, que o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) est&aacute; qualificado e preparado para o atendimento destas pessoas.</p> <p style="text-align: justify;"><a href="http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2016/novembro/24/Coletiva-Campanha-Dengue-e-LIRAa-2016.pdf" target="_blank">Confira a apresenta&ccedil;&atilde;o</a></p> <p style="text-align: justify;">Dos 3.704 munic&iacute;pios que estavam aptos a realizar o LIRAa &ndash; aqueles que possuem mais de 2 mil im&oacute;veis - 62,6% (2.284) participaram da edi&ccedil;&atilde;o deste ano. Em compara&ccedil;&atilde;o com 2015, houve um aumento de 27,3% em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de munic&iacute;pios participantes. Realizado em outubro e novembro deste ano, o levantamento &eacute; um instrumento fundamental para o controle do mosquito Aedes aegypti. Com base nas informa&ccedil;&otilde;es coletadas, o gestor pode identificar os tipos de dep&oacute;sito onde as larvas foram encontradas e, consequentemente, priorizar as medidas mais adequadas para o controle do Aedes no munic&iacute;pio.</p> <p style="text-align: justify;">Atualmente, o levantamento &eacute; feito a partir da ades&atilde;o volunt&aacute;ria de munic&iacute;pios. O ministro Ricardo Barros, no entanto, vai propor que a participa&ccedil;&atilde;o, no levantamento, dos munic&iacute;pios com mais de 2000 im&oacute;veis seja obrigat&oacute;ria, a partir de 2017. A proposta ser&aacute; apresentada na reuni&atilde;o da Comiss&atilde;o Intergestores Tripartite (CIT) entre estados, munic&iacute;pios e Uni&atilde;o, no pr&oacute;ximo dia 8 de dezembro.</p> <p style="text-align: justify;">Das 22 capitais que o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de recebeu informa&ccedil;&otilde;es sobre o LIRAa, apenas Cuiab&aacute; (MT) est&aacute; em situa&ccedil;&atilde;o de alto risco. S&atilde;o nove as capitais em alerta - Aracaj&uacute; (SE), Salvador (BA), Rio Branco (AC), Bel&eacute;m (PA), Boa Vista (RR), Vit&oacute;ria (ES), Goi&acirc;nia (GO), Recife (PE) e Manaus (AM); e 12 satisfat&oacute;rias &ndash; S&atilde;o Luiz (MA), Palmas (TO), Fortaleza (CE), Jo&atilde;o Pessoa (PB), Teresina (PI), Belo Horizonte (MG), S&atilde;o Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Macap&aacute; (AP), Florian&oacute;polis (SC), Campo Grande (MS) e Bras&iacute;lia (DF). O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de n&atilde;o recebeu informa&ccedil;&atilde;o sobre Macei&oacute; (AL), Porto Velho (RO) e Curitiba (PR). As cidades de Natal (RN) e Porto Alegre (RS) adotam outro tipo de metodologia.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>Criadouros</strong><br /> Os dep&oacute;sitos de &aacute;gua, como toneis, tambores e caixas d&rsquo;&aacute;gua, foi o principal tipo de criadouro na regi&atilde;o Nordeste e Sul. J&aacute; o dep&oacute;sito domiciliar, categoria em que se enquadram vasos de plantas, garrafas, piscinas e calhas, predominou na regi&atilde;o Sudeste. Nas regi&otilde;es Norte e Centro-Oeste, o lixo foi o dep&oacute;sito com maior n&uacute;mero de focos encontrados.</p> <table width="400" border="1" cellpadding="5" cellspacing="1" align="center"> <thead> <tr> <th scope="col">REGI&Atilde;O</th> <th scope="col">NORDESTE</th> <th scope="col">NORTE</th> <th scope="col">SUDEST</th> <th scope="col">&nbsp;SUL&nbsp;</th> <th scope="col">CENTRO-OESTE &nbsp; &nbsp;</th> </tr> </thead> <tbody> <tr> <td>Dep&oacute;sito &aacute;gua</td> <td>76%</td> <td>29,1%</td> <td>33,1%</td> <td>45,5%</td> <td>33,2%</td> </tr> <tr> <td>Dep&oacute;sito domiciliar</td> <td>19,1%</td> <td>28,7%</td> <td>47,1%</td> <td>36,4%</td> <td>30,9%</td> </tr> <tr> <td>Lixo</td> <td>4,9%</td> <td>42,2%</td> <td>19,8%</td> <td>18,2%</td> <td>35,9%</td> </tr> </tbody> </table> <p style="text-align: justify;"><strong>Campanha</strong><br /> A nova campanha do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, de conscientiza&ccedil;&atilde;o para o combate ao mosquito, chama a aten&ccedil;&atilde;o para as consequ&ecirc;ncias das doen&ccedil;as causadas pela chikungunya, zika e dengue, al&eacute;m da import&acirc;ncia de eliminar os focos do Aedes. &ldquo;Um simples mosquito pode marcar uma vida. Um simples gesto pode salvar&rdquo; alerta a campanha, que ser&aacute; veiculada na TV, r&aacute;dio, internet, redes sociais e mobili&aacute;rios urbano (ponto de &ocirc;nibus, outdoor) no per&iacute;odo de 24 de novembro a 23 de dezembro. Foram investidos R$ 10 milh&otilde;es na campanha.</p> <p style="text-align: justify;">&ldquo;Neste ano, a diferen&ccedil;a da campanha &eacute; que estamos mostrando as consequ&ecirc;ncias de n&atilde;o combater os focos do mosquito. A ideia &eacute; sensibilizar as pessoas para que percebam que &eacute; muito melhor cuidar do foco do mosquito do que sofrer as consequ&ecirc;ncias de n&atilde;o ter feito esse gesto. Vamos refor&ccedil;ar, ainda mais, a necessidade de eliminar os criadouros, convocando toda a sociedade para esse trabalho&rdquo;, destacou o ministro da Sa&uacute;de Ricardo Barros.</p> <p style="text-align: justify;">Al&eacute;m do conhecido Dia &ldquo;D&rdquo;, que ser&aacute; realizado em 2 de dezembro, quando h&aacute; mobiliza&ccedil;&atilde;o nacional em todo o pa&iacute;s, ser&atilde;o realizadas a&ccedil;&otilde;es para lembrar que toda sexta-feira &eacute; dia de eliminar focos no mosquito. A campanha traz como foco &ldquo;Sexta sem mosquito. Toda sexta &eacute; dia do mutir&atilde;o nacional de combate&rdquo;.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>Dengue</strong><br /> O Brasil registrou, at&eacute; 22 de outubro, 1.458.355 casos de dengue. No mesmo per&iacute;odo de 2015, esse n&uacute;mero era de 1.543.000 casos, o que representa uma queda de 5,5%. Considerando as regi&otilde;es do pa&iacute;s, Sudeste e Nordeste apresentam os maiores n&uacute;meros de casos, com 848.587 casos e 322.067 casos, respectivamente. Em seguida est&atilde;o as regi&otilde;es Centro-Oeste (177.644), Sul (72.114) e Norte (37.943).</p> <p style="text-align: justify;">O novo boletim epidemiol&oacute;gico do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de apresenta 601 &oacute;bitos pela doen&ccedil;a em 2016, contra 933 no mesmo per&iacute;odo do ano anterior. Isso representa uma redu&ccedil;&atilde;o de 35,6% dos &oacute;bitos por dengue no pa&iacute;s. Tamb&eacute;m houve redu&ccedil;&atilde;o nos casos de dengue grave (49,7%), que passou de 1.616 casos no ano passado para 803 este ano, e nos casos com sinais de alarme a queda foi de 62%, passando de 20.352 casos para 7.730 registros em 2016.</p> <p style="text-align: justify;"><a href="http://www.blog.saude.gov.br/index.php/combate-ao-aedes/52013-saiba-como-o-liraa-e-importante-aliado-no-para-combate-ao-aedes-aegypti" target="_blank">Saiba como o LIRAa &eacute; importante aliado no combate ao Aedes aegypti</a></p> <p style="text-align: justify;"><strong>Chikunguya</strong><br /> No pa&iacute;s, foram registrados 251.051 casos suspeitos de febre chikungunya, sendo 134.910 confirmados. No mesmo per&iacute;odo, no ano passado, eram 26.763 casos suspeitos e 8.528 confirmados. Ao todo, 138 &oacute;bitos registrados pela doen&ccedil;a, nos estados de Pernambuco (54), Para&iacute;ba (31), Rio Grande do Norte (19), Cear&aacute; (14), Bahia (5), Rio de Janeiro (5), Maranh&atilde;o (5), Alagoas (2), Piau&iacute; (1), Amap&aacute; (1) e Distrito Federal (1). Os &oacute;bitos est&atilde;o sendo investigados pelos estados e munic&iacute;pios mais detalhadamente, para que seja poss&iacute;vel determinar se h&aacute; outros fatores associados com a febre, como doen&ccedil;as pr&eacute;vias, comorbidades, uso de medicamentos, entre outros. Atualmente, 2.281 munic&iacute;pios brasileiros j&aacute; registraram casos da doen&ccedil;a.</p> <p style="text-align: justify;">Do ponto de vista epidemiol&oacute;gico, o aumento de casos era previsto, uma vez que a chikungunya &eacute; uma doen&ccedil;a recente (identificada pela primeira vez no Brasil em 2014) e, por isso, a popula&ccedil;&atilde;o est&aacute; mais suscet&iacute;vel. O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de trabalha com a possibilidade de que ocorra um aumento no n&uacute;mero de casos nos pr&oacute;ximos meses em alguns estados n&atilde;o afetados pela doen&ccedil;a, devido &agrave; suscetibilidade da popula&ccedil;&atilde;o ainda n&atilde;o exposta ao v&iacute;rus e &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas favor&aacute;veis, como o calor e as chuvas, condi&ccedil;&otilde;es ideais para a prolifera&ccedil;&atilde;o do Aedes aegypti.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>Zika</strong><br /> Foram 208.867 casos prov&aacute;veis de febre pelo v&iacute;rus Zika em todo o pa&iacute;s, at&eacute; o dia 22 de outubro, o que representa uma taxa de incid&ecirc;ncia de 102,2 casos a cada 100 mil habitantes. Foram confirmados laboratorialmente, em 2016, tr&ecirc;s &oacute;bitos por v&iacute;rus Zika no pa&iacute;s. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s gestantes, foram registrados 16.696 casos prov&aacute;veis em todo o pa&iacute;s. A transmiss&atilde;o aut&oacute;ctone do v&iacute;rus no pa&iacute;s foi confirmada a partir de abril de 2015, com a confirma&ccedil;&atilde;o laboratorial na Bahia. O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de tornou compuls&oacute;ria a notifica&ccedil;&atilde;o dos casos de Zika em fevereiro deste ano.</p> <p style="text-align: justify;">A regi&atilde;o Sudeste teve 83.884 casos prov&aacute;veis da doen&ccedil;a, seguida das regi&otilde;es Nordeste (75.762); Centro-Oeste (30.969); Norte (12.200) e Sul (1.052). Considerando a propor&ccedil;&atilde;o de casos por habitantes, a regi&atilde;o Centro-Oeste fica &agrave; frente, com incid&ecirc;ncia de 200,5 casos/100 mil habitantes, seguida do Nordeste (133,9); Sudeste (97,0); Norte (69,8); Sul (3,6).</p> <p style="text-align: justify;"><strong>A&ccedil;&otilde;es permanentes</strong><br /> Desde a identifica&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus Zika no Brasil e sua associa&ccedil;&atilde;o com os casos de malforma&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas no segundo semestre de 2015, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de tem tratado o tema como prioridade. Os recursos federais destinados &agrave; Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Piso Fixo de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de (PFVS), para a transfer&ecirc;ncia aos estados, munic&iacute;pios e Distrito Federal que incluem as a&ccedil;&otilde;es de combate ao Aedes aegypti, cresceram 39% nos &uacute;ltimos anos (2010-2015), passando de R$ 924,1 milh&otilde;es para R$ 1,29 bilh&atilde;o em 2015. E, no ano de 2016, teve um incremento de R$ 580 milh&otilde;es, chegando o valor a R$ 1,87 bilh&atilde;o. Al&eacute;m disso, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de contou com apoio extra do Congresso Nacional, por meio de emenda parlamentar, no valor de R$ 500 milh&otilde;es.</p> <p style="text-align: justify;"><a href="http://combateaedes.saude.gov.br/pt/divulgue" target="_blank">Assista aos v&iacute;deos da campanha</a><br /> &nbsp;</p>