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Ministério da Saúde - MS
Secretaria de Atenção à Saúde - SAS
Departamento de Atenção Básica - DAB

 

Ampliação da Atenção Básica é um dos maiores desafios

Data de publicação: 11/11/2016


No primeiro dia do Seminário que debate a revisão da PNAB, pesquisadores e técnicos apontaram os principais pontos que precisam ser aprimorados


<p style="text-align: justify;">&ldquo;O conhecimento cient&iacute;fico sobre o acesso e a qualidade em servi&ccedil;os de sa&uacute;de &eacute; essencial para a tomada de decis &atilde;o pol&iacute;tica &aacute;gil, eficiente e efetiva&rdquo;, apresentou o Prof. Luiz Augusto Facchini da Universidade de Pelotas (UFPel). A fala do pesquisador exemplifica o objetivo do encontro: ouvir o que as linhas de pesquisa em sa&uacute;de revelam do cen&aacute;rio da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica brasileira.</p> <p style="text-align: justify;">No primeiro dia do Semin&aacute;rio: desafios e perspectivas para a Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica brasileira para a pr&oacute;xima d&eacute;cada, professores, pesquisadores e t&eacute;cnicos da sa&uacute;de realizaram extenso debate sobre os rumos da PNAB.</p> <p style="text-align: justify;">Durante a manh&atilde;, foi discutido o tema: Gest&atilde;o da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. O professor Marco Akerman, da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), abriu os trabalhos do dia junto com Julio Su&aacute;rez, consultor da OPAS. J&aacute; &agrave; tarde, participaram da mesa os professores Luciano Gomes, da Universidade Federal da Para&iacute;ba (UFPB), Luiz Facchini, da UFPel, J&uacute;lio Schweickardt, da Fiocruz/Amaz&ocirc;nias, e Matthew Harris, do Imperial College London/Inglaterra, debatendo o tema: Acesso e Qualidade na Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>As contribui&ccedil;&otilde;es<br /> </strong>Marco Akerman defendeu que &ldquo;&eacute; preciso ampliar as redes, promovendo a integra&ccedil;&atilde;o entre a promo&ccedil;&atilde;o e o cuidado, deixando de lado o olhar setorial que acompanha a Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica&rdquo;. Para o professor, &eacute; fundamental desenvolver novos arranjos das redes para produ&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, al&eacute;m das redes de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, considerando gestores, profissionais, institui&ccedil;&otilde;es diversas e usu&aacute;rios dos servi&ccedil;os, atores fundamentais nessa constru&ccedil;&atilde;o.</p> <p style="text-align: justify;">J&aacute; o consultor da OPAS Julio Su&aacute;rez apontou que o Brasil falha na organiza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os da AB. &ldquo;Aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &eacute; uma vis&atilde;o pol&iacute;tica da sa&uacute;de. &Eacute; uma estrat&eacute;gia sanit&aacute;ria de interven&ccedil;&otilde;es populacionais e individuais. E &eacute; tamb&eacute;m coordena&ccedil;&atilde;o do cuidado. &Eacute; nesse ponto que h&aacute; erros. A rede de servi&ccedil;os continua sendo uma esperan&ccedil;a, um sonho bom, mas prec&aacute;ria. E o problema &eacute; a fragmenta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os&rdquo;, disse o especialista que defende uma governan&ccedil;a da sa&uacute;de &uacute;nica e uma gest&atilde;o integrada.</p> <p style="text-align: justify;">Para o professor Luiz Facchini, as desigualdades sociais, independente do territ&oacute;rio, interferem nas respostas do servi&ccedil;os de sa&uacute;de oferecidos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. &ldquo;As pol&iacute;ticas de sa&uacute;de s&atilde;o capazes de minimizar essas diferen&ccedil;as de &acirc;mbito nacional. Por meio das pol&iacute;ticas, podemos implementar estudos estrat&eacute;gicos no sistema de sa&uacute;de, mobilizando financiamento, investindo em for&ccedil;a de trabalho, tanto em quantidade quanto qualidade, e desenvolvendo sistemas de informa&ccedil;&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o e monitoramento. Com isso, podemos melhorar a oferta da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Acesso e qualidade dos cuidados s&atilde;o indicadores do desempenho&rdquo;, explicou o pesquisador.</p> <p style="text-align: justify;">Segundo o Luciano Gomes, &eacute; preciso propor arranjos mais flex&iacute;veis na AB. &ldquo;Efetivamente, precisamos manter investimento e estrutura na Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica, propiciando ambiente adequado de acolhimento e cuidado. Tamb&eacute;m &eacute; necess&aacute;rio pensar novos arranjos de equipes para adequar o atendimento &agrave;s diferentes realidades&rdquo;, afirmou.</p> <p style="text-align: justify;">Outro ponto levantado pelo pesquisador foi o v&iacute;nculo dos profissionais. &ldquo;Se n&atilde;o encararmos a desprecariza&ccedil;&atilde;o dos v&iacute;nculos na AB como quest&atilde;o chave para a qualifica&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o, continuaremos com dificuldades&rdquo;, ressaltou. O professor defendeu que os usu&aacute;rios participem mais da constru&ccedil;&atilde;o da AB, principalmente com rela&ccedil;&atilde;o ao PMAQ.</p> <p style="text-align: justify;">O evento &eacute; uma iniciativa da Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de (OPAS), ocorre em Bras&iacute;lia, e faz parte de um conjunto de a&ccedil;&otilde;es que visam propor a revis&atilde;o da PNAB.</p> <p style="text-align: justify;">Confira as fotos do primeiro dia no link: <a href="http://bit.ly/SeminarioOPAS" target="_blank">http://bit.ly/SeminarioOPAS</a></p>