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Ministério da Saúde - MS
Secretaria de Atenção à Saúde - SAS
Departamento de Atenção Básica - DAB

 

Ministério da Saúde promove uso do insumo no Dia Mundial do Preservativo Feminino

Data de publicação: 19/09/2016


Mais de 28 milhões de unidades foram distribuídas no Brasil entre 2015 e 2016


<p><strong>Mais de 28 milh&otilde;es de unidades foram distribu&iacute;das no Brasil entre 2015 e 2016</strong></p> <p>Na &uacute;ltima sexta-feira &ndash; 16 de setembro &ndash; foi Dia Mundial do Preservativo Feminino. Intimamente relacionado &agrave; sexualidade, ao prazer e &agrave; autonomia da mulher, o uso do insumo ainda &eacute; permeado por tabus, mas especialistas garantem: a camisinha feminina veio para ficar. &ldquo;O preservativo feminino &eacute; um poderoso insumo de prote&ccedil;&atilde;o e uma estrat&eacute;gia de preven&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria para o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, al&eacute;m de um importante instrumento de fortalecimento da autonomia das mulheres&rdquo;, garante a assessora t&eacute;cnica Elisiane Pasini, da Coordena&ccedil;&atilde;o de Preven&ccedil;&atilde;o e Articula&ccedil;&atilde;o Social do DDAHV. &ldquo;A ideia &eacute; aumentar o acesso ao insumo e, consequentemente, o seu uso&rdquo;, assegura.</p> <p>De fato &ndash; e n&atilde;o por acaso &ndash;, o Brasil se tornou recentemente o pa&iacute;s que mais compra preservativos femininos no mundo, via governo federal, gra&ccedil;as &agrave; crescente promo&ccedil;&atilde;o de seu uso pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de: em 2015, por exemplo, foram distribu&iacute;dos mais 22 milh&otilde;es de unidades por todo o pa&iacute;s. At&eacute; agosto de 2016, foram distribu&iacute;das mais de 6 milh&otilde;es de unidades. Para dar conta da demanda, a &uacute;nica f&aacute;brica do mundo a produzir os preservativos femininos &ndash; que fica na Mal&aacute;sia &ndash; vem entregando os lotes de forma escalonada. E com uma ressalva: o preservativo feminino ainda &eacute; ao menos duas vezes mais caro do que o seu equivalente masculino.</p> <p>O enorme investimento &eacute; justific&aacute;vel: estudos recentes indicam que o preservativo feminino &eacute; importante tanto por seu potencial como insumo de preven&ccedil;&atilde;o contra as infec&ccedil;&otilde;es sexualmente transmiss&iacute;veis (IST), o HIV/aids e a gravidez quanto pela autonomia que confere &agrave;s mulheres no exerc&iacute;cio de pr&aacute;ticas sexuais com prote&ccedil;&atilde;o e prazer &ndash; ainda que, neste caso como em tantos outros, as responsabilidades devem ser compartilhadas entre os parceiros. &ldquo;Os dois preservativos contribuem para os direitos sexuais e reprodutivos, mas o feminino &eacute; uma alternativa de preven&ccedil;&atilde;o que d&aacute; enorme autonomia &agrave; mulher, porque &eacute; no corpo dela que &eacute; colocado&rdquo;, reitera Elisiane Pasini.</p> <p>TERRIT&Oacute;RIOS &ndash; &ldquo;O DDAHV quer possibilitar que as pessoas realizem suas escolhas de preven&ccedil;&atilde;o a partir de seus corpos, de seus desejos e de suas especificidades, em seus pr&oacute;prios territ&oacute;rios&rdquo;, assegura Elisiane Pasini, lembrando que &ldquo;o preservativo precisa sair da unidade de sa&uacute;de e preciso chegar at&eacute; as pessoas&rdquo;. &ldquo;As pessoas est&atilde;o na rua, ent&atilde;o o preservativo tamb&eacute;m tem de estar na rua &ndash; em bares, boates, saunas, sal&otilde;es de beleza&rdquo;, reitera. Segundo a assessora t&eacute;cnica, &eacute; importante retirar a discuss&atilde;o sobre o preservativo feminino do territ&oacute;rio apenas da sa&uacute;de. &ldquo;Fazer sexo com o preservativo &eacute; bom; o preservativo feminino precisa estar incorporado &agrave; cena sexual de todas as pessoas&rdquo;, diz Elisiane.</p> <p>HIST&Oacute;RIA &ndash; O preservativo feminino &eacute; um m&eacute;todo contraceptivo de barreira e foi inventada pelo m&eacute;dico dinamarqu&ecirc;s Lasse Hershel no fim dos anos 1990.</p> <p>O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de vem distribuindo preservativos femininos desde o ano 2000. Nos &uacute;ltimos anos, a aquisi&ccedil;&atilde;o aumentou de 2 milh&otilde;es, em 2000, para 50 milh&otilde;es, em 2014. O preservativo feminino est&aacute; em todos os servi&ccedil;os de sa&uacute;de, e &eacute; distribu&iacute;do considerando as necessidades declaradas pelos usu&aacute;rios e pela disponibilidade do insumo nos servi&ccedil;os do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS).</p> <p>Hoje, o preservativo integra o rol de estrat&eacute;gias desenvolvidas pelo DDAHV para ampliar as op&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o das mulheres diante das IST e do HIV/aids, como parte da chamada &ldquo;preven&ccedil;&atilde;o combinada&rdquo;.</p> <p>Ainda assim, o uso do preservativo feminino ainda &eacute; menor que o esperado &ndash; e a desinforma&ccedil;&atilde;o prevalece. Os tabus ainda inerentes ao sexo, ao medo da mulher se tocar, &agrave;s dificuldades das mulheres de negociarem o uso do preservativo e de dialogar sobre seus corpos s&atilde;o alguns dos aspectos apontados como barreiras ao seu uso. O DDAHV far&aacute; frente a esta realidade por meio da maci&ccedil;a distribui&ccedil;&atilde;o do preservativo e da intensa veicula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es sobre o seu uso.</p> <p>Fonte: <a target="_blank" href="http://www.aids.gov.br/noticia/2016/ministerio-da-saude-promove-uso-do-insumo-no-dia-mundial-do-preservativo-feminino">Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais</a></p>