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Ministério da Saúde - MS
Secretaria de Atenção à Saúde - SAS
Departamento de Atenção Básica - DAB

 

Acordo retira 14 mil toneladas de sódio dos alimentos processados

Data de publicação: 30/06/2016


A parceria entre o Ministério da Saúde e a Associação das Indústrias da Alimentação começou em 2011. Novo acordo deverá ser firmado para reduzir o açúcar nos alimentos processados.


<p>Em quatro anos de funcionamento, o acordo entre o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e a Associa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias da Alimenta&ccedil;&atilde;o (Abia) possibilitou a retirada de 14.893 toneladas de s&oacute;dio dos produtos aliment&iacute;cios. A redu&ccedil;&atilde;o equivale a 3.723 caminh&otilde;es de 10 toneladas carregados de sal. O total preencheria mais de 52 km de uma estrada com todos os caminh&otilde;es alinhados. A meta &eacute; que, at&eacute; 2020, as ind&uacute;strias do setor promovam a retirada volunt&aacute;ria de 28.562 toneladas de sal do mercado brasileiro. Os dados s&atilde;o resultados das tr&ecirc;s primeiras fases do acordo, que iniciou em abril 2011, e foram apresentados nesta quarta-feira (28) pelo ministro da Sa&uacute;de, Ricardo Barros, e pelo presidente da Abia, Edmund Kloz. A partir de agora, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e a Abia iniciam discuss&otilde;es sobre uma nova parceria, desta vez para reduzir o a&ccedil;&uacute;car nos alimentos processados.</p> <p>&ldquo;Esta parceria &eacute; muito importante e vamos continuar os acordos para melhorar a qualidade nutricional dos alimentos processados. A popula&ccedil;&atilde;o precisa estar atenta, n&atilde;o somente ao sal, mas tamb&eacute;m ao a&ccedil;&uacute;car que &eacute; adicionado aos alimentos. &Eacute; importante frisar que o a&ccedil;&uacute;car est&aacute; presente na maior parte do que &eacute; consumido e, se cada cidad&atilde;o brasileiro cuidar da sua sa&uacute;de, o povo brasileiro ser&aacute; mais saud&aacute;vel&rdquo;, disse o ministro Ricardo Barros.</p> <p>Na terceira fase do acordo de redu&ccedil;&atilde;o de s&oacute;dio, em que foram inclu&iacute;das margarinas, cerais matinais, caldos (gel e cubos) e temperos prontos, 94,5% das 22 de empresas analisadas atingiram a meta. A maior redu&ccedil;&atilde;o foi observada nos temperos, com queda de 16,35% seguida pela margarina com 7,12%. Outras categoriais tamb&eacute;m registram queda: cereais matinais (5,2%), caldos e cubos em p&oacute; (4,9%), temperos em pasta (1,77%), tempero para arroz (6,03%). Caldos l&iacute;quidos e em gel &eacute; a &uacute;nica categoria que teve aumento na concentra&ccedil;&atilde;o de s&oacute;dio (8,84%).</p> <p>O presidente da Abia, Edmund Kloz, reiterou a disponibilidade da ind&uacute;stria no cumprimento deste e de outros acordos. &ldquo;Nossa preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; tentar fazer o poss&iacute;vel para colaborar. Esperamos conseguir, inclusive, preparar, de maneira eficaz, a tecnologia para fazermos tamb&eacute;m a redu&ccedil;&atilde;o do a&ccedil;&uacute;car, com o mesmo sucesso e ritmo que tivemos na redu&ccedil;&atilde;o de s&oacute;dio&rdquo;, afirmou o presidente da entidade.</p> <p>A primeira etapa envolveu macarr&atilde;o instant&acirc;neo, p&atilde;o de forma e bisnaguinha. A segunda, bolos, snacks (batata-palha e salgadinhos de milho), maioneses e biscoitos. O acordo prev&ecirc; mais uma etapa envolvendo produtos embutidos. O resultado dever&aacute; ser divulgado no pr&oacute;ximo ano. &ldquo;A redu&ccedil;&atilde;o do s&oacute;dio nestes alimentos, t&atilde;o consumidos pela popula&ccedil;&atilde;o, &eacute; fundamental. O excesso de s&oacute;dio &eacute; muito prejudicial &agrave; sa&uacute;de em longo prazo. Precisamos tomar todas as iniciativas poss&iacute;veis para promover essa redu&ccedil;&atilde;o&rdquo;, observa o ministro da Sa&uacute;de. Ricardo Barros ainda complementou afirmando que, aliado a outras a&ccedil;&otilde;es, o acordo j&aacute; promove impactos na sa&uacute;de do brasileiro. &ldquo;Observamos redu&ccedil;&atilde;o de 33% nos &uacute;ltimos seis anos nas interna&ccedil;&otilde;es por hipertens&atilde;o. N&atilde;o temos d&uacute;vidas que j&aacute; &eacute; resultado das nossas a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, h&aacute;bitos saud&aacute;veis, amplia&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia e a redu&ccedil;&atilde;o de sal no alimentos processados&rdquo;, comemorou Ricardo Barros.</p> <p>As ind&uacute;strias que n&atilde;o alcan&ccedil;arem o resultado esperado de redu&ccedil;&atilde;o s&atilde;o notificadas pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e devem encaminhar &agrave; pasta uma justificativa, al&eacute;m de uma nova estrat&eacute;gia para diminuir a quantidade de sal dos alimentos. Os produtos analisados continuam fazendo parte do programa, ainda com as metas alcan&ccedil;adas, e a cada ano, novas metas s&atilde;o tra&ccedil;adas visando maiores redu&ccedil;&otilde;es.</p> <p><strong>Vigitel </strong><br /> Apesar de ainda ser considerado alto, o n&uacute;mero de brasileiros com hipertens&atilde;o no pa&iacute;s tem se mantido est&aacute;vel, segundo dados da pesquisa Vigitel 2015. No ano passado, a doen&ccedil;a afetava 24,9% da popula&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s, sendo que, em 2004, este percentual foi 24,8%. As mulheres s&atilde;o maioria nesse cen&aacute;rio e respondem por 27,3% dos casos, enquanto os homens respondem a 22% dos casos. Os hipertensos crescem com o avan&ccedil;o da idade e tamb&eacute;m com a diminui&ccedil;&atilde;o da escolaridade. Nas capitais, Palmas apresenta o menor n&uacute;mero de hipertensos no pa&iacute;s, com 15,7%, e Rio de Janeiro a maior, com 30,6% das pessoas com hipertens&atilde;o.</p> <p>De acordo com o Vigitel, o brasileiro ainda apresenta uma percep&ccedil;&atilde;o pequena sobre o consumo de sal em excesso, o que pode ser observado com o fato de que, apenas, 14,9% da popula&ccedil;&atilde;o considera seu consumo de sal muito alto. Vale ressaltar que, segundo a Pesquisa de Or&ccedil;amentos Familiares (POF/IBGE) de 2008, o consumo de s&oacute;dio do brasileiro excede em mais de duas vezes o limite m&aacute;ximo recomendado pela OMS, de cinco gramas por dia. A m&eacute;dia nacional &eacute; de 12 gramas. Ainda de acordo com o POF, 70% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira consome s&oacute;dio em excesso.</p> <p>A redu&ccedil;&atilde;o de s&oacute;dio em alimentos processados &eacute; uma a&ccedil;&atilde;o que alerta a popula&ccedil;&atilde;o para o consumo de sal na hora das refei&ccedil;&otilde;es e na escolha dos produtos nas g&ocirc;ndolas dos supermercados. O consumo excessivo de s&oacute;dio &eacute; fator de risco para o desenvolvimento de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o-transmiss&iacute;veis, que atualmente respondem por 72% dos &oacute;bitos no Brasil. Com a diminui&ccedil;&atilde;o do consumo excessivo de sal, ser&aacute; poss&iacute;vel reduzir at&eacute; 15% &oacute;bitos por AVC, 10% &oacute;bitos por infarto, segundo c&aacute;lculos da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Resultando, mais de 1,5 milh&atilde;o de pessoas estar&atilde;o livres de medica&ccedil;&atilde;o para hipertens&atilde;o, al&eacute;m de acrescentar, quatro anos a mais na expectativa de vida de indiv&iacute;duos hipertensos.</p> <p><strong>A&ccedil;&uacute;car</strong><br /> A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) recomenda que o consumo de a&ccedil;&uacute;car n&atilde;o ultrapasse 10% das calorias consumidas por dia, o que equivale a, aproximadamente, 50 gramas/dia. O brasileiro consome em m&eacute;dia 16,3% do total de calorias. O consumo excessivo de a&ccedil;&uacute;car &eacute; fator de risco para o desenvolvimento da obesidade, al&eacute;m de doen&ccedil;as como o diabetes. Segundo o Vigitel, mais da metade da popula&ccedil;&atilde;o adulta (53,9%) est&aacute; acima do peso. Em 2006, o &iacute;ndice era 43%. Deste total, 18,9% s&atilde;o obesos e em 2006, era 11,4%.</p> <p>Para diminuir o consumo de a&ccedil;&uacute;car entre a popula&ccedil;&atilde;o brasileira, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de inicia discuss&otilde;es com Abia. A ideia &eacute; compor um acordo que ter&aacute; como objetivo a redu&ccedil;&atilde;o do a&ccedil;&uacute;car nos alimentos processados. O conv&ecirc;nio deve usar a mesma metodologia j&aacute; aplicada para a diminui&ccedil;&atilde;o de s&oacute;dio. A primeira etapa deve come&ccedil;ar em 2017, com an&aacute;lise das principais fontes de a&ccedil;&uacute;car na dieta dos brasileiros.</p> <p><strong>Diabetes</strong><br /> A doen&ccedil;a atinge atualmente 7,4% da popula&ccedil;&atilde;o adulta do pa&iacute;s, acima dos 5,5% registrados em 2006. O diabetes &eacute; mais frequente nas mulheres (7,8%) que nos homens (6,9%) e se torna mais comum com o avan&ccedil;o da idade, segundo dados do Vigitel. Entre as cidades, o Rio de Janeiro apresentou o maior &iacute;ndice (8,8%), seguido de Porto Alegre (8,7%) e Campo Grande (7,9%). Palmas (3,9%) apresenta o menor percentual de popula&ccedil;&atilde;o adulta com diagn&oacute;stico de diabetes, junto com S&atilde;o Lu&iacute;s (4,4%), Boa Vista (4,6%) e Macap&aacute; (4,6%).</p> <p><strong>Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o</strong></p> <p>O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de vem desenvolvendo a&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas de alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o para promover e proteger a sa&uacute;de dos brasileiros, em parceria com o Plano de A&ccedil;&otilde;es Estrat&eacute;gicas para o Enfrentamento das Doen&ccedil;as Cr&ocirc;nicas N&atilde;o Transmiss&iacute;veis.</p> <p>Entre as a&ccedil;&otilde;es, o Guia Alimentar para a Popula&ccedil;&atilde;o Brasileira, que relata cuidados e caminhos para alcan&ccedil;ar uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, saborosa e balanceada e a publica&ccedil;&atilde;o Alimentos Regionais Brasileiros, que divulga a variedade de alimentos e orienta as pr&aacute;ticas culin&aacute;rias, estimulando a valoriza&ccedil;&atilde;o da cultura alimentar brasileira e o consumo de alimentos in natura.</p> <p>&nbsp;</p>
Fonte: Agência Saúde