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Ministério da Saúde - MS
Secretaria de Atenção à Saúde - SAS
Departamento de Atenção Básica - DAB

 

Estados e capitais participam de videoconferências para discutir assistência à microcefalia

Data de publicação: 15/04/2016


A atividade é realizada pelos Departamentos de Atenção Básica e de Atenção Programática e Estratégicas do Ministério da Saúde e é dirigida a Secretarias Estaduais de Saúde.


<p>Durante esta semana, v&aacute;rias coordena&ccedil;&otilde;es da Secretaria de Assist&ecirc;ncia a Sa&uacute;de (SAS) estiveram discutindo o tema Atua&ccedil;&atilde;o da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica (AB) no contexto da microcefalia em videoconfer&ecirc;ncias com Secretarias de Sa&uacute;de dos estados, capitais e representantes dos Conselhos de Secretarias Municipais de Sa&uacute;de (Cosems).</p> <p>O objetivo das videoconfer&ecirc;ncias foi discutir as a&ccedil;&otilde;es da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica para a busca ativa e acompanhamento das crian&ccedil;as, que deve ser realizada conjuntamente com as coordena&ccedil;&otilde;es de Sa&uacute;de da Mulher, Homem, Pessoa com Defici&ecirc;ncia, Mental, Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica, Vigil&acirc;ncia, CRAS, CREAS e Secretaria de Assist&ecirc;ncia Social de cada estado.</p> <p><strong>Busca ativa e cuidado das crian&ccedil;as e fam&iacute;lias</strong></p> <p>A primeira grande preocupa&ccedil;&atilde;o com rela&ccedil;&atilde;o aos beb&ecirc;s com microcefalia &eacute; com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o da rede de servi&ccedil;os no estado e munic&iacute;pios para a busca ativa e capta&ccedil;&atilde;o precoce dessas crian&ccedil;as pela aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica para que essa possa articular com os demais pontos de servi&ccedil;os da rede.</p> <p>Os participantes debateram o cuidado a essas crian&ccedil;as na puericultura pelas equipes de AB e os N&uacute;cleos de Apoio &agrave; Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (NASFs). Al&eacute;m disso, foi ressaltada a import&acirc;ncia de aproveitar a oportunidade de contato com a mulher e o rec&eacute;m-nascido, preferencialmente entre o terceiro e quinto dia de vida com o objetivo de consultar o beb&ecirc; e ver a Caderneta de Sa&uacute;de da Crian&ccedil;a; verificar se foram aplicadas as vacinas e realizadas as triagens neonatais (testes do pezinho, olhinho e orelhinha); orientar sobre o crescimento e o desenvolvimento; apoiar e incentivar o aleitamento materno; al&eacute;m de encaminhar para a estimula&ccedil;&atilde;o precoce.</p> <p>Outra preocupa&ccedil;&atilde;o dialogada foi o apoio para o sofrimento ps&iacute;quico de gestantes, m&atilde;es e familiares de crian&ccedil;as com microcefalia na AB. Foi destacada a import&acirc;ncia dos profissionais da aten&ccedil;&atilde;o psicossocial (psic&oacute;logo, assistente social e terapeuta ocupacional) do NASF no suporte e acompanhamento, tanto de forma individual, quanto coletiva.</p> <p><strong>Estimula&ccedil;&atilde;o precoce</strong></p> <p>Foi refor&ccedil;ada a capacidade da AB para o cuidado do desenvolvimento neuropscicomotor destas crian&ccedil;as, seja pelas equipes de AB na avalia&ccedil;&atilde;o, acompanhamento, orienta&ccedil;&atilde;o &agrave;s fam&iacute;lias e cuidadores, seja pelo NASF tamb&eacute;m na estimula&ccedil;&atilde;o precoce.</p> <p>O NASF pode tamb&eacute;m atuar diretamente na avalia&ccedil;&atilde;o e no atendimento individual &agrave;s crian&ccedil;as evitando, dessa forma, encaminhamentos desnecess&aacute;rios e qualificando aqueles que s&atilde;o pertinentes. Outras possibilidades de atua&ccedil;&atilde;o do N&uacute;cleo s&atilde;o os grupos terap&ecirc;uticos, a visita domiciliar, entre outros, demonstrando que &eacute; poss&iacute;vel planejar atividades de maneira individual ou coletiva.</p> <p><br /> <strong>Articula&ccedil;&atilde;o com as redes de sa&uacute;de e servi&ccedil;os de assist&ecirc;ncia</strong></p> <p>Al&eacute;m da articula&ccedil;&atilde;o das equipes de AB com os demais servi&ccedil;os da rede de sa&uacute;de, foi debatida a articula&ccedil;&atilde;o com a assist&ecirc;ncia social, principalmente para que se possa viabilizar &agrave;quelas fam&iacute;lias mais vulner&aacute;veis a solicita&ccedil;&atilde;o de benef&iacute;cios e/ou participa&ccedil;&atilde;o em programas de complementa&ccedil;&atilde;o de renda como o Benef&iacute;cio de Presta&ccedil;&atilde;o Continuada (BPC).</p> <p>Foi destacada, tamb&eacute;m, a import&acirc;ncia da articula&ccedil;&atilde;o com os demais setores e equipamentos sociais dispon&iacute;veis nos territ&oacute;rios de abrang&ecirc;ncia, em especial os Centro de Refer&ecirc;ncia da Assist&ecirc;ncia Social (Cras) e Centro de Refer&ecirc;ncia Especializado em Assist&ecirc;ncia Social (Creas). Dessa forma, &eacute; poss&iacute;vel fortalecer a&ccedil;&otilde;es e potencializar espa&ccedil;os de interlocu&ccedil;&atilde;o entre as demais pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, tornando-se estrat&eacute;gica para o fortalecimento da cidadania e a busca da autonomia dos indiv&iacute;duos e fam&iacute;lias.</p> <p><strong>Reflex&atilde;o nos munic&iacute;pios</strong></p> <p>As videoconfer&ecirc;ncias come&ccedil;aram no dia 12, ter&ccedil;a-feira, e foram realizadas durante tr&ecirc;s dias consecutivos, agrupando os estados por regi&otilde;es. A ideia do DAB e DAPES &eacute; que as reflex&otilde;es e encaminhamentos sobre os temas abordados sejam, posteriormente, levados aos munic&iacute;pios.</p>