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Ministério da Saúde - MS
Secretaria de Atenção à Saúde - SAS
Departamento de Atenção Básica - DAB

 

NASF, e-SUS AB e PMAQ são destaques no 12º Congresso Internacional da Rede Unida

Data de publicação: 24/03/2016


O segundo dia do 12º Congresso Internacional da Rede Unida começou com o tão esperado I Encontro Nacional NASF, evento que reuniu equipes de Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) de todo o Brasil que discutiram, durante dois dias, os avanços, nós críticos e metas para os próximos anos.


O segundo dia do 12º Congresso Internacional da Rede Unida começou com o tão esperado I Encontro Nacional NASF, evento que reuniu equipes de Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) de todo o Brasil que discutiram, durante dois dias, os avanços, nós críticos e metas para os próximos anos. Logo na abertura, a diretora do DAB, Anne Antunes, chamou atenção para a potência dos NASF e sua importância em relação à Atenção Básica, bem como o papel das equipes no apoio às crianças com microcefalia; a diretora divulgou, ainda, o curso de estimulação precoce para profissionais da Atenção Básica e Especializada.

Em seguida, o coordenador-Geral da Gestão da Atenção Básica, Dirceu Klitzke, explicou que os NASF vieram para lidar com dois desafios históricos do SUS: integralidade e resolutividade na atenção e que, a partir de experiências municipais de implantação de ações para além da agenda mínima da UBS, especialmente nas áreas de saúde mental e reabilitação, o Ministério da Saúde criou, em 2008, o NASF com o objetivo de apoiar a consolidação da Atenção Básica no Brasil, ampliando as ofertas de saúde na rede de serviços. Dirceu apresentou e refletiu sobre alguns dados do PMAQ referente às equipes NASF, dentre os quais apontam para o baixo uso do e-SUS AB (50%), para o monitoramento dos indicadores em conjunto com a equipe de saúde da Família apoiada (65%) e análise de encaminhamentos para a atenção especializada (39,8%), dentre outros dados. Adriana Coser Gutierrez, da Fiocruz, fez uma reflexão, com o grupo, sobre o papel do apoio matricial das equipes NASF e apresentou um denso referencial teórico sobre os Núcleos de Apoio à Saúde da Família, demostrando que o assunto vem sendo debatido pela comunidade científica.

 

Vale destacar, ainda, os espaços destinados no Congresso para apresentações de trabalhos e mesas relacionados ao PMAQ e e-SUS AB, como as távolas institucionais “PMAQ: quando uma pesquisa transforma e é transformada em processos de educação permanente” e “e-SUS AB: o prontuário eletrônico como ferramenta de apoio ao processo de trabalho das equipes de Atenção Básica”.

 

Ainda na quarta-feira (23), o PMAQ voltou à pauta no IV Fórum Internacional de Atenção Básica/Primária em Saúde. Na mesa “Programa Nacional de Melhoria do Acesso e Qualidade na AB (PMAQ-AB): a experiência em diálogo com experiências internacionais”, a diretora do DAB, Anne Antunes, reafirmou a potência do programa ao fazer um comparativo com os dados do 1º e 2º ciclos, tanto em termos quantitativos, quanto qualitativos, "e os dados revelam aumento da participação das equipes e da melhoria da qualidade da atenção básica, o que nos mostra que o PMAQ já pode ser considerado um sucesso, mesmo estando, ainda, em seu 3º ciclo", disse Anne. A representante da região italiana de Emilia-Romanha, Maria Augusta Nicoli, elogiou o sistema adotado pelo Brasil por, segundo ela, o mesmo ter mecanismos de proteção de riscos eventuais, que seria a avaliação interna, ou auto-avaliação; ela elogiou, também, as pesquisas realizadas com os usuários. O pesquisador Alcindo Ferla complementou dizendo que, do ponto de vista da pesquisa, o PMAQ é um conjunto de coisas que inclui a coleta de dados e o bom uso desses dados, além da mudança de prática no dia a dia das equipes. Por fim, o representante da OPAS/OMS Brasil, Alexandre Florêncio, lembrou que nenhum outro país das Américas possui programa dessa magnitude e que o PMAQ é uma ferramenta fundamental para a formulação de políticas públicas em saúde.


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