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Ministério da Saúde - MS
Secretaria de Atenção à Saúde - SAS
Departamento de Atenção Básica - DAB

 

Reduzida medida para notificação de microcefalia

Data de publicação: 16/03/2016


Brasil adota recomendação da OMS e adota medidas diferentes para perímetros cefálicos de meninos, meninas e prematuros.


<p>O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de passou a adotar, desde quarta-feira (09), novos par&acirc;metros para medir o per&iacute;metro cef&aacute;lico e identificar casos suspeitos de beb&ecirc;s com microcefalia. Para menino, a medida ser&aacute; igual ou inferior a 31,9 cm e, para menina, igual ou inferior a 31,5 cm. A mudan&ccedil;a est&aacute; de acordo com a recomenda&ccedil;&atilde;o anunciada recentemente pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS), e tem como objetivo padronizar as refer&ecirc;ncias para todos os pa&iacute;ses, valendo para beb&ecirc;s nascidos com 37 ou mais semanas de gesta&ccedil;&atilde;o.</p> <p>O novo padr&atilde;o est&aacute; sendo adotado pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de em conson&acirc;ncia com as secretarias estaduais e municipais de Sa&uacute;de e recebeu avalia&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel do comit&ecirc; t&eacute;cnico formado por sociedades cient&iacute;ficas m&eacute;dicas e especialistas nas &aacute;reas de pediatria, infectologia e gen&eacute;tica m&eacute;dica. A aferi&ccedil;&atilde;o do per&iacute;metro deve ser feita, preferencialmente, ap&oacute;s as primeiras 24 horas do nascimento, ou at&eacute; a primeira semana de nascimento.</p> <p>&ldquo;Mais uma vez, mostramos que o Brasil est&aacute; em conson&acirc;ncia com as recomenda&ccedil;&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de e com as conclus&otilde;es das sociedades m&eacute;dicas e cient&iacute;ficas de todo o mundo. Estamos caminhando juntos e no caminho certo para descobrir e definir de forma cada vez mais espec&iacute;fica todas as orienta&ccedil;&otilde;es em torno da microcefalia e do v&iacute;rus Zika&rdquo;, afirmou o ministro da Sa&uacute;de, Marcelo Castro.</p> <p>A medida faz parte das adequa&ccedil;&otilde;es que est&atilde;o sendo realizadas diante dos novos achados cient&iacute;ficos, levando em considera&ccedil;&atilde;o o aprendizado cont&iacute;nuo com descobertas sobre a microcefalia e sua rela&ccedil;&atilde;o com v&iacute;rus Zika.</p> <p><strong>Prematuros</strong></p> <p>Para beb&ecirc;s nascidos com menos de 37 semanas de gesta&ccedil;&atilde;o (prematuros), a mudan&ccedil;a ocorrer&aacute; na curva de refer&ecirc;ncia para defini&ccedil;&atilde;o de caso suspeito de microcefalia. At&eacute; ent&atilde;o, era utilizada a curva de Fenton. A partir de agora, ser&aacute; utilizada a tabela de InterGrowth, que tem como refer&ecirc;ncia a idade gestacional do beb&ecirc;. Trata-se de recente estudo internacional do crescimento fetal e do rec&eacute;m-nascido, encomendado pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) em 2010 para oito pa&iacute;ses, entre eles o Brasil, pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), e finalizado em 2015.</p> <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o da curva de InterGrowth tamb&eacute;m &eacute; recomenda&ccedil;&atilde;o da OMS. Vale esclarecer que o per&iacute;metro cef&aacute;lico (PC) varia conforme a idade gestacional do beb&ecirc;, no nascimento, e continua sendo acompanhado ao longo de toda a inf&acirc;ncia.</p> <p>A medi&ccedil;&atilde;o do per&iacute;metro cef&aacute;lico deve sempre ser realizada logo ap&oacute;s o parto, permitindo que o m&eacute;dico identifique poss&iacute;veis problemas de forma precoce. No entanto, a confirma&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico de microcefalia e da sua associa&ccedil;&atilde;o a outras infec&ccedil;&otilde;es s&oacute; pode ser feita ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o de exames complementares, como ultrassonografia transfontanela e tomografia, j&aacute; que a medida do cr&acirc;nio n&atilde;o &eacute; um fator determinante, ou seja, beb&ecirc;s com o tamanho da cabe&ccedil;a um pouco abaixo da medida de refer&ecirc;ncia, n&atilde;o necessariamente, ter&atilde;o malforma&ccedil;&otilde;es.</p> <p>&nbsp;</p> <p>Devido &agrave;s atuais mudan&ccedil;as, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de revisou todas as defini&ccedil;&otilde;es previstas no Protocolo de Vigil&acirc;ncia e Resposta &agrave; Ocorr&ecirc;ncia de Microcefalia Relacionada &agrave; Infec&ccedil;&atilde;o pelo V&iacute;rus Zika.</p> <p>Diante do aumento inesperado e inusitado dos casos de microcefalia em rec&eacute;m-nascidos, verificado em outubro de 2015, no Brasil, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de recomendou, no primeiro momento, que fosse adotada a medida de 33 cm para o per&iacute;metro cef&aacute;lico. A iniciativa teve como objetivo incluir um n&uacute;mero maior de beb&ecirc;s na investiga&ccedil;&atilde;o, para uma melhor avalia&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o. Em dezembro de 2015, ap&oacute;s o andamento das primeiras investiga&ccedil;&otilde;es destes casos, o padr&atilde;o foi reduzido para 32 cm.</p> <p><strong>Notifica&ccedil;&atilde;o de suspeitos de Zika</strong></p> <p>Desde o dia 18 de fevereiro, a notifica&ccedil;&atilde;o dos casos suspeitos de Zika no Brasil passou a ser obrigat&oacute;ria para todos os estados do pa&iacute;s. A medida foi publicada no Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o por meio da portaria 204, de 17 de fevereiro de 2016. A mudan&ccedil;a significa que todos os casos suspeitos de Zika devem ser comunicados pelos m&eacute;dicos, profissionais de sa&uacute;de ou respons&aacute;veis pelos estabelecimentos de sa&uacute;de, p&uacute;blicos ou privados, &agrave;s autoridades de sa&uacute;de, semanalmente. Nos casos de gestantes com suspeita de infec&ccedil;&atilde;o pelo v&iacute;rus ou de &oacute;bito suspeito, a notifica&ccedil;&atilde;o deve ser imediata, ou seja, dever&aacute; ser feita em at&eacute; 24 horas.</p> <p>A mudan&ccedil;a na notifica&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m foi resultado de uma an&aacute;lise criteriosa dos m&eacute;todos de acompanhamento do v&iacute;rus Zika no Brasil. At&eacute; ent&atilde;o, a doen&ccedil;a era monitorada por meio de vigil&acirc;ncia sentinela para prestar apoio &agrave;s medidas de preven&ccedil;&atilde;o &agrave; doen&ccedil;a. Cabe ressaltar que a infec&ccedil;&atilde;o pelo Zika &eacute; nova no Brasil, tendo sido identificada pela primeira vez em maio de 2015 e, como qualquer outra nova doen&ccedil;a identificada, necessita de estudos e reavalia&ccedil;&otilde;es peri&oacute;dicas.</p>