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Ministério da Saúde - MS
Secretaria de Atenção à Saúde - SAS
Departamento de Atenção Básica - DAB

 

AB contribui para que Brasil seja referência mundial em aleitamento materno

Data de publicação: 03/03/2016


OPAS e revista científica britânica The Lancet reconhecem posição de destaque do país durante lançamento de relatório que analisou dados de aleitamento materno de 153 países.


<p>O Brasil foi reconhecido nesta quarta-feira, 02, pela Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana de Sa&uacute;de (OPAS) e pela revista cient&iacute;fica brit&acirc;nica The Lancet como refer&ecirc;ncia mundial em amamenta&ccedil;&atilde;o. A publica&ccedil;&atilde;o lan&ccedil;ou uma s&eacute;rie que analisou dados de aleitamento materno em 153 pa&iacute;ses e considerou o pa&iacute;s em posi&ccedil;&atilde;o de destaque em rela&ccedil;&atilde;o a na&ccedil;&otilde;es de alta renda como Estados Unidos, Reino Unido, Portugal, Espanha e China, em fun&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas adotadas h&aacute; pelo menos 30 anos.</p> <p>Entre as a&ccedil;&otilde;es brasileiras ressaltadas pela publica&ccedil;&atilde;o, est&aacute; a regulamenta&ccedil;&atilde;o da Lei de Amamenta&ccedil;&atilde;o, assinada em novembro de 2015, que limita a comercializa&ccedil;&atilde;o de substitutos do leite materno; a licen&ccedil;a maternidade de 4 a 6 meses; os processos sistem&aacute;ticos de certifica&ccedil;&atilde;o dos hospitais Amigos da Crian&ccedil;a, assegurando padr&otilde;es de qualidade e treinamento constante de profissionais de sa&uacute;de; e, uma inovadora rede de bancos de leite humano em mais de 200 hospitais que garantem a amamenta&ccedil;&atilde;o como pr&aacute;tica.</p> <p>Al&eacute;m das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e do aprimoramento do atendimento nos hospitais, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de tem investido na capacita&ccedil;&atilde;o dos profissionais da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica nas a&ccedil;&otilde;es voltadas para a promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e apoio ao aleitamento materno e a alimenta&ccedil;&atilde;o complementar saud&aacute;vel. A Estrat&eacute;gia Amamenta e Alimenta Brasil (EAAB), publicada pela Portaria n&ordm; 1.920, de 5 de setembro de 2013, tem como objetivo qualificar as a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e apoio ao aleitamento materno e a alimenta&ccedil;&atilde;o complementar saud&aacute;vel para crian&ccedil;as menores de dois anos de idade, aprimorando as compet&ecirc;ncias e habilidades dos profissionais de sa&uacute;de da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, consequentemente melhorando o processo de trabalho das equipes multiprofissionais. De 2013 a 2015, foram qualificados mais de 20 mil profissionais, registrando um crescimento de 354,2% no per&iacute;odo.</p> <p>&ldquo;Em 2008, 41% das crian&ccedil;as brasileiras j&aacute; eram amamentadas at&eacute; os seis meses de vida, de forma exclusiva, e devido &agrave;s nossas a&ccedil;&otilde;es, campanhas, pol&iacute;ticas e investimentos esse n&uacute;mero s&oacute; vem crescendo, o que &eacute; um motivo de comemora&ccedil;&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o para todos n&oacute;s&rdquo;, comemorou o ministro da Sa&uacute;de, Marcelo Castro durante o evento de lan&ccedil;amento da s&eacute;rie da revista The Lancet, que ocorreu na sede da OPAS, em Bras&iacute;lia.</p> <p><strong><br /> Rede de doa&ccedil;&otilde;es e suporte &agrave; amamenta&ccedil;&atilde;o</strong><br /> A Rede de Bancos de Leite Humano (rBLH) &eacute; uma das iniciativas que rendeu ao Brasil, reconhecimento especial da OPAS e da revista cient&iacute;fica brit&acirc;nica The Lancet. Dentre os 292 bancos de leite humano existentes no mundo - implantados em 21 pa&iacute;ses das Am&eacute;ricas, Europa e &Aacute;frica - 72,9% deles est&atilde;o no Brasil (213).</p> <p><br /> Essas unidades beneficiaram, entre 2008 e 2014, 88,5% (cerca de 11 milh&otilde;es) de todas as mulheres assistidas no planeta e contaram com o apoio de 93,2% das doadoras de leite (1,1 milh&atilde;o de brasileiras). As mulheres brasileiras foram respons&aacute;veis por 89,2% da coleta dos 1,1 milh&atilde;o de litros de leite doados e beneficiaram 79,1% de todos os rec&eacute;m-nascidos atendidos nesses espa&ccedil;os, tornando o Brasil no pa&iacute;s que registra o maior n&uacute;mero de doadoras de leite humano do mundo.</p> <p><br /> Outra estrat&eacute;gia para incentivo a amamenta&ccedil;&atilde;o adotada pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, desenvolvida em parceria com o Fundo das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Inf&acirc;ncia (Unicef), &eacute; a certifica&ccedil;&atilde;o de hospitais que cumprem os chamados &ldquo;Dez passos para o sucesso do aleitamento materno&rdquo;. O certificado &ldquo;Hospitais Amigos da Crian&ccedil;a&rdquo; conta atualmente com 326 institui&ccedil;&otilde;es em todas as Unidades da Federa&ccedil;&atilde;o, garantindo incentivos financeiros &agrave;s unidades que mant&eacute;m assist&ecirc;ncia humanizada e qualificada &agrave;s m&atilde;es e aos beb&ecirc;s.</p> <p><br /> Para incentivar as brasileiras a manterem a amamenta&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s o fim da licen&ccedil;a maternidade, o Minist&eacute;rio de Sa&uacute;de implantou, em 2015, a a&ccedil;&atilde;o Mulher Trabalhadora que Amamenta. A iniciativa possui tr&ecirc;s eixos fundamentais: licen&ccedil;a-maternidade de seis meses, implanta&ccedil;&atilde;o de creches nos locais de trabalho ou conv&ecirc;nio com creches pr&oacute;ximas, e a cria&ccedil;&atilde;o de salas de apoio &agrave; amamenta&ccedil;&atilde;o dentro do ambiente de trabalho. A meta inicial para 2015, de certificar 50 salas de apoio em empresas de todo o Brasil, foi superada em 100%, chegando a 101 salas (o dobro do previsto inicialmente) que beneficiam at&eacute; 70 mil mulheres em idade f&eacute;rtil. Para 2016, o objetivo &eacute; certificar outras 75 salas.</p> <p><br /> Todas estas a&ccedil;&otilde;es ajudaram o Brasil a atingir a meta do Objetivo do Mil&ecirc;nio (ODM) n&uacute;mero 4, estabelecida pela Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU), de reduzir em dois ter&ccedil;os at&eacute; 2016 a mortalidade de crian&ccedil;as menores de cinco anos, tr&ecirc;s anos antes do prazo. A queda dessa taxa foi de 77% em 22 anos, passando de 62 mortes para cada mil nascidos vivos em 1990 para 14 mortes para cada mil nascidos vivos em 2012.</p> <p><strong>Benef&iacute;cios </strong><br /> A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) e o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de recomendam que os beb&ecirc;s sejam alimentados exclusivamente pelo leite da m&atilde;e at&eacute; os seis meses e que a amamenta&ccedil;&atilde;o continue acontecendo, junto com outros alimentos, por at&eacute; dois anos ou mais.</p> <p><br /> Segundo os estudos da s&eacute;rie The Lancet, crian&ccedil;as que s&atilde;o amamentadas por mais tempo t&ecirc;m melhor desenvolvimento intelectual (um aumento m&eacute;dio de 3 pontos no QI), o que pode melhorar o desempenho escolar e, a longo prazo, aumentar a renda. Al&eacute;m disso, a cada ano que uma m&atilde;e amamenta, o risco de desenvolvimento de c&acirc;ncer de mama invasivo &eacute; reduzido em 6%.</p> <p><br /> &ldquo;A crian&ccedil;a que recebe o devido aleitamento materno fica melhor preparada para a vida. Tem mais estabilidade emocional, fica mais amorosa, desenvolve um car&aacute;ter e uma personalidade mais forte e se torna em uma pessoa mais saud&aacute;vel no futuro. O aleitamento materno &eacute;, portanto, uma grande solu&ccedil;&atilde;o, tanto f&iacute;sica quanto psicologicamente, para o desenvolvimento de uma crian&ccedil;a em todas as etapas da vida&rdquo;, completa o ministro da Sa&uacute;de.</p> <p><br /> Com o leite humano, o beb&ecirc; fica protegido de infec&ccedil;&otilde;es, diarreias e alergias, cresce com mais sa&uacute;de, ganha peso mais r&aacute;pido e fica menos tempo internado. O aleitamento materno tamb&eacute;m diminuiu o risco de doen&ccedil;as como hipertens&atilde;o, colesterol alto, diabetes, obesidade e colesterol. O benef&iacute;cio tamb&eacute;m se estende &agrave; m&atilde;e, que perde peso mais rapidamente ap&oacute;s o parto e ajuda o &uacute;tero a recuperar seu tamanho normal, o que diminui risco de hemorragia e anemia.</p> <p><br /> Al&eacute;m disso, uma s&eacute;rie de evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas mostra que o leite materno &eacute; capaz de reduzir em 13% as mortes por causas evit&aacute;veis em crian&ccedil;as menores de cinco anos, segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS). De acordo com a OMS e a Unicef, cerca de seis milh&otilde;es de crian&ccedil;as s&atilde;o salvas por ano devido ao aumento das taxas de amamenta&ccedil;&atilde;o exclusiva. O leite materno tem tudo o que a crian&ccedil;a precisa at&eacute; os seis meses, inclusive &aacute;gua.</p> <p><br /> <strong>Estudo piloto</strong></p> <p>O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de est&aacute; realizando um estudo piloto no Distrito Federal para validar o monitoramento das pr&aacute;ticas de alimenta&ccedil;&atilde;o infantil nos munic&iacute;pios por meio de inqu&eacute;ritos telef&ocirc;nicos. Os resultados parciais desse estudo, relativos &agrave; capital federal, mostram evolu&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel da amamenta&ccedil;&atilde;o exclusiva em crian&ccedil;as menores de seis meses, de 50% para 65,8%, entre 2008 e 2014. A pesquisa tamb&eacute;m constatou que o percentual de m&atilde;es que continuam amamentando seus beb&ecirc;s dos nove aos 12 meses aumentou de 65,4% em 2008 para 76,2% em 2014.</p>