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Ministério da Saúde - MS
Secretaria de Atenção Primária à Saúde- SAPS

 

Ministério da Saúde reforça importância do Método Canguru no dia internacional de sensibilização sobre o tema

Data de publicação: 15/05/2023


Método recomentado pela OMS é política nacional de saúde no Brasil e integra conjunto de ações para a qualificação do cuidado ao recém-nascido


Foto: Reprodução/Manual técnico do Método Canguru/MS

O contato entre mamãe e bebê, pele a pele, é mais do que um momento especial - é um ato que traz diversos benefícios de curto, médio e longo prazos à criança, especialmente a nascida em parto prematuro. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recentemente emitiu nova recomendação para que bebês prematuros ou com baixo peso (menos de 2,5 quilos) sejam encaminhados, se possível, diretamente para o colo da mãe após o nascimento - e não para incubadoras.

Nesse contexto, o Ministério da Saúde reforça a importância do tema hoje, 15 de maio, quando é celebrado o Dia Internacional de Sensibilização do Método Canguru. A iniciativa surgiu na Colômbia, em 1979, para diminuir a mortalidade neonatal no país com uma ideia simples: colocar o recém-nascido contra o peito da mãe, o que poderia promover maior estabilidade térmica, substituindo as incubadoras. Em território brasileiro, o Método Canguru é definido como política nacional de saúde que integra um conjunto de ações voltadas para a qualificação do cuidado ao recém-nascido, seus pais e sua família. 

“As vantagens do Método Canguru são: reduzir o tempo de separação entre o RN e seus pais; facilitar o processo interativo pai-mãe-bebê e o vínculo afetivo familiar; possibilitar maior confiança e competência dos pais; melhorar o desenvolvimento do bebê; estimular aleitamento materno; favorecer controle térmico; e reduzir infecção, estresse e dor”, fala Denise Suguitani, diretora-executiva da ONG Prematuridade.com, organização sem fins lucrativos dedicada à prevenção da prematuridade e à garantia dos direitos dos bebês prematuros e de suas famílias.

Contexto

Em todo o mundo, nascem anualmente 20 milhões de bebês prematuros e de baixo peso. Destes, um terço morre antes de completar um ano de vida. No Brasil, aproximadamente 10% dos bebês nascem antes do tempo. As complicações da prematuridade são a principal causa de morte no período neonatal nos primeiros cinco anos.

A Política de Atenção Humanizada ao Recém-Nascido – Método Canguru constrói, então, uma linha de cuidado que tem início na identificação de risco gestacional no pré-natal realizado na unidade básica. Esse cuidado segue no pré-natal especializado e, após o nascimento, acompanha o percurso do bebê no serviço de neonatologia, seja na unidade neonatal ou no alojamento conjunto. Segue até o domicílio, quando, então, passa a ser acompanhado, se necessário, pelo ambulatório especializado e sempre pela unidade básica de saúde.

Os pilares do Método Canguru são: contato pele a pele precoce e pelo maior tempo possível; acolhimento ao RN, seus pais e família; cuidados individualizados com enfoque na posturação e controle da dor; apoio à amamentação; cuidados com o ambiente e cuidados com os profissionais.

Denise Suguitani ressalta que é direito do pai e da mãe ter livre acesso ao recém-nascido durante todo o período de internação, 24 horas por dia, mesmo no caso de recém-nascidos críticos que estejam internados em unidades de terapia neonatal intensiva (UTI neonatal). O acompanhante de bebê internado em período integral é um direito previsto no artigo 12 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, e na Portaria nº 930, de 10 de maio de 2012, que define as diretrizes e objetivos para a organização da atenção integral e humanizada ao recém-nascido grave ou potencialmente grave e os critérios de classificação e habilitação de leitos de unidade neonatal no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Além de ser um direito, os bebês que estão na UTI têm no Método Canguru os mesmos benefícios, que são de fundamental importância para a progressão do tratamento”, salienta.

Sobre o método

O Método Canguru compreende três etapas nas quais a equipe de profissionais da unidade neonatal (UN) deve estar preparada para oferecer um atendimento de saúde qualificado, observando a individualidade de cada criança e de sua história familiar. Inclui também a preocupação com a saúde integral dessa equipe no desempenho de suas funções e com o ambiente hospitalar, abordando o acolhimento e a segurança nos cuidados neonatais, que devem ser adequados a cada momento evolutivo do bebê.

“Vai muito além dos resultados de sobrevivência e alta hospitalar. É a construção de projeto de cuidado singular envolvendo pais, irmãos, avós e redes de apoio familiar e social. Por isso, é importante que as maternidades e as equipes de saúde se capacitem cada vez mais nesse ato de humanização”, conclui.

No Brasil temos hoje 3482 profissionais capacitados como tutores na atenção hospitalar e 1624 na atenção primária. São ofertados dois cursos de sensibilização autoinstrucional que já emitiram aproximadamente 3 mil certificados e dois cursos na modalidade EAD com 357 certificados até o momento.

 

Confira algumas dúvidas e esclarecimentos sobre o Método Canguru:

O bebê não sente frio por estar quase nu?

Quando em contato pele a pele com a mãe, o bebê não sente frio, pois o calor do corpo materno o aquece na temperatura adequada.

 

A posição não machuca o bebê?

Não, pois a faixa que mantém a criança na posição canguru foi elaborada para conforto do bebê e da mãe.

 

A mãe pode dormir com o bebê na posição canguru?

Sim, desde que esteja apoiada em encosto confortável, ficando semideitada. Dessa forma, o bebê ficará em posição que evita o refluxo gástrico.

 

O bebê não corre o risco de sufocar?

Quando o bebê é mantido na posição canguru, tem menos refluxo e as vias aéreas são mantidas livres.

 

Há perigo de o bebê escorregar e cair?

Não. Se o bebê estiver bem posicionado na bolsa canguru e a faixa estiver bem ajustada, não há risco algum.

 

Programação especial no mês da sensibilidação quanto ao Método Canguru

Dia 16 de maio: Youtube ONG Prematuridade.com – 20h

https://www.youtube.com/live/xu-GV7_gCyc?feature=share

Contato pele a pele precoce e prolongado com os pais: o que estamos fazendo para sua garantia?

Com mediação de Marisa Sanches, a atividade terá a participação de pais, além da psicóloga Zaira Custódio.

 

Dia 17h, às 16h (horário de Brasília)

O que já sabemos sobre o contato pele a pele imediato e prolongado: estratégias para sua garantia

Atividade transmitida nos sites https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/especialista/contato-pele-a-pele-imediato-e-prolongado-estrategias/

https://youtube.com/live/GD6jGbWZeHc?feature=share&rel=0

Encontro com as especialistas Zeni Lamy, médica neonatologista da Ufma e coordenadora do Método Canguru, e as consultoras nacionais Nicole Gianini, neonatologista, coordenadora médica do Cetrin - Hospital Maternidade Santa Lúcia (RJ); Cristiane Sanches, enfermeira neonatologista da Unicamp; e Vivian Azevedo, fisioterapeuta da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

 

Dia 18 de maio, às 15h (horário de Brasília)

Contato pele a pele imediato e prolongado com os pais: o que estamos fazendo para sua garantia?

Atividade transmitida nos sites https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/especialista/contato-pele-a-pele-imediato-e-prolongado-o-que-estamos-fazendo/

https://www.youtube.com/live/40SdVwVs4Wk?feature=share&rel=0

Encontro com as especialistas Sônia Venâncio, coordenadora da Cacriad/DGCI/Saps/MS; Mônica Iassanã Reis, coordenadora da Cosmu/DGCI/Saps/MS; Patrícia Santana Santos, coordenadora da Cosah/DGCI/Saps/MS; Zeni Lamy, médica neonatologista da Ufma e coordenadora do Método Canguru; Aline Hennemann, enfermeira materno-infantil, referência técnica do Método Canguru Cacriad/DGCI/Saps/MS; e Denise Suguitani, diretora-executiva da ONG Prematuridade.com.

 

Dia 23 de maio, às 15h (horário de Brasília)  - Apresentação de Experiências Exitosas

Contato pele a pele imediato e prolongado com os pais: experiências exitosas

Encontro com as Especialistas  Aline Hennemann, enfermeira materno infantil, referência técnica do Método Canguru CACRIAD/DGCI/SAPS/Ministério da Saúde; Silvia Cavalcante, CNR HUUFMA; Geisy Lima, CNR IMIP; e Carmem Guimarães, CNR IMIP. Apresentação de experiências exitosas: (1) CPP imediato, precoce e prolongado: com Marivanda Goudard, neonatologista, coordenadora do CER Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão (MACMA) e Euda Maria Aranda, neonatologista, coordenadora do CER Instituto Cândida Vargas/PB; (2) O uso de fotografias como facilitador da Posição Canguru: com Gláucia Maria Moreira Galvão, neonatologista, tutora do MC, docente FAMINAS-BH.

Sobre a ONG Prematuridade.com

A Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros – ONG Prematuridade.com é a única organização sem fins lucrativos dedicada, em âmbito nacional, à prevenção da prematuridade, à educação continuada para profissionais de saúde e à defesa de políticas públicas voltadas aos interesses das famílias de bebês prematuros.

A ONG é referência para ações voltadas à prematuridade e representa o Brasil em iniciativas e redes globais que visam ao cuidado da saúde materna e neonatal. A organização desenvolve ações políticas e sociais, bem como projetos em parceria com a iniciativa privada, tais como campanhas de conscientização, ações beneficentes, capacitação de profissionais de saúde, colaboração em pesquisas, aconselhamento jurídico e acolhimento às famílias, entre outras.

Atualmente, são cerca de 6 mil famílias cadastradas, mais de 300 voluntários em 23 estados brasileiros e um conselho científico interdisciplinar de excelência. Mais informações: https://www.prematuridade.com/.

 

Texto de: ONG Prematuridade, com edições do MS


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